O uso de sementes certificadas é o maior dos últimos 10 anos no Brasil. A estimativa da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) é que para esta safra haja um aumento de 9% na utilização do produto.
Na última safra o Brasil utilizou 64% de sementes certificadas. O que se espera para 2011 é que se atinja um índice ainda maior, de 70%. Mais investimentos em insumos que se reflete em produtividade exemplar nas lavouras. Segundo dados da Abrasem, a utilização do produto com certificação garante um aumento de 10% na produção por hectare. Nos Estados Unidos, 90% da semente já é certificada e a produtividade da soja chega em média a 50 sacas por hectare, enquanto no Brasil fica em apenas 45.
– Estamos trabalhando no sentido de aumentar o índice de sementes certificadas. Logicamente isso deverá ocorrer no momento em que as novas variedades venham a ser apresentadas – diz o presidente da Farsul, Carlos Sperotto.
O Rio Grande do Sul está bem abaixo da média nacional. O Estado produz apenas 35% das sementes certificadas. Porém, a estimativa é que até 2015 esse número aumente para 60%.
Na propriedade do produtor de arroz Jorge Dutra, essa opção já foi feita, e 100% da área plantada é com sementes certificadas. Ele garante que é possível obter diferenças notáveis em produção, lavouras mais parelhas e sem a presença de insetos. Apesar do custo mais alto no início do plantio, os resultados aparecem na colheita.
– Tudo que é de qualidade dá retorno em seguida. É uma semente de qualidade, um herbicida de qualidade, um inseticida de qualidade que dá uma lavoura de ponta e vai favorecer a qualidade do grão – explica Dutra.
O agricultor Luiz Machado produz sementes há sete anos. A cada safra ele entrega toda a sua produção, cerca de 10 mil sacas. Ele observa que quem trabalha no ramo está buscando cada vez mais a satisfação do produtor com a lavoura.
– As vendas de sementes vêm aumentando. Toda a semente produzida na propriedade teve 100% de liquidez nos últimos tempos. A gente vive buscando mais qualidade, inclusive as sementes que a gente está ofertando está acima dos níveis federais – conta Machado.
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