Faltam profissionais e equipamentos para prevenir catástrofes no país

por admin_ideale

 


As tragédias ocorridas na região serrana do Rio de Janeiro chamaram a atenção para problemas na estrutura dos sistemas de alerta do país. Faltam profissionais e até mesmo equipamentos. E quando existem, estão desatualizados. Esta semana o governo federal reconheceu que o Brasil não tem uma cultura de prevenção contra desastres naturais. Segundo especialistas do setor, é preciso aprimorar a previsão climática.


O governo federal anunciou esta semana a criação do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais. A primeira parte do sistema deve ser concluída em quatro anos, mas, segundo o governo, algumas iniciativas vão entrar em funcionamento no próximo verão. O projeto prevê o mapeamento de 800 áreas de risco, a compra de 700 pluviômetros e 15 novos radares, além do aviso de alerta às populações em áreas de risco até seis horas antes do evento climático. São previstos gastos em torno de R$ 480 milhões.


Chuvas neste período do ano são comuns. Porém, as precipitações intensas das últimas semanas causaram tragédias que evidenciam a falta de um sistema de alertas preparado e moderno no país. A Aeronáutica, os Estados brasileiros e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) possuem equipamentos que fazem a previsão do tempo. Mas o Brasil tem atualmente, em média, 25 radares meteorológicos que não cobrem todo o território. Já os Estados Unidos têm 100% de cobertura.


O meteorologista Paulo Etchichury alerta que alguns desses equipamentos já têm vida útil vencida e até operam de forma precária. Segundo ele, além da falta de investimentos no setor, a rede de coleta de dados precisa crescer.


É no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, no interior paulista, que fica um supercomputador. Inaugurado em dezembro, o Tupã prometia ajudar na prevenção de desastres naturais, como o ocorrido no Rio de Janeiro. Custou R$ 50 milhões. O problema é que falta um software para que o supercomputador seja capaz de fornecer as previsões mais precisas. Por isso, só deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. Enquanto isso, de acordo com o coordenador do centro, faltam máquinas e profissionais.


Um exemplo dessa falta de estrutura aconteceu com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A entidade trabalha em conjunto com estações meteorológicas, mas teve problemas com as chuvas intensas no início de janeiro. Franco da Rocha, na região metropolitana da capital paulista, sofreu com enchentes. Em 12 horas, a vazão da represa Paiva Castro passou de 46% para 96%, o que obrigou a empresa a abrir as comportas, agravando ainda mais a situação. A cidade ficou debaixo d’água. A companhia garante que foram emitidos avisos de alerta para a prefeitura e defesa civil com doze horas de antecedência, mas acredita que previsões mais precisas poderiam auxiliar ações de emergência.


A Defesa Civil de São Paulo alerta para um problema ainda maior. Mesmo quando ocorre o aviso, falta a mobilização das pessoas, não apenas para deixar as áreas de risco, mas também para ajudar no trabalho de prevenção.


 


Canal Rural

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