Após solicitação dos empresários da indústria cafeeira, o Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prorrogou por seis meses a avaliação sensorial criada pela Instrução Normativa – IN
Durante os meses de suspensão da avaliação sensorial, representantes da indústria e técnicos da agricultura vão buscar outros parâmetros para oferecer um bom café. “O melhor ainda é a exclusão definitiva da análise sensorial, já que não tem café no mercado para atender as indústrias brasileiras. Para que o consumidor não seja prejudicado, o setor propõe regulamentação apenas sobre a pureza do café, ou seja, o mesmo modelo dos países da Europa”, declara o presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo, Egidio Malanquini.
Os empresários argumentam que a avaliação sensorial tem critérios subjetivos para analisar o sabor, aroma, acidez e adstringência do café, além da falta de profissionais treinados para a função. “É impossível medir com precisão a qualidade, já que os cafés brasileiros são diferentes e um produto que é aprovado em São Paulo pode não agradar os consumidores do Espírito Santo, por exemplo”, afirma Malanquini.
Padrão de Impurezas
O novo Padrão Oficial de Classificação do Café Torrado e Moído estabelece limites de 5% de umidade e 1% de impurezas (cascas, paus e restos de folhas) e matérias estranhas (sementes de milho e fragmentos metálicos do moinho do café, por exemplo). Em termos de sabor, a nota mínima aceitável é 4, numa escala de
A instrução normativa nº 16 interrompe um ciclo de 20 anos de autorregulação da indústria de café. O controle volta a ficar com o governo.
Lohanna Mendes

