Após um período de baixa rentabilidade e de estoques brasileiros em alta, o café voltou a se valorizar e apresentar liquidez no ano passado. Tanto o grão quanto o produto solúvel registraram crescimento expressivo na balança comercial do agronegócio.
Por se tratar de um mercado ainda novo e que está saindo de uma crise, a preferência pelo solúvel, em muitos casos, se dá pelo preço. Esta é a razão que fez com que o grão, apesar de ser uma commodity, se valorizasse em uma proporção maior que o produto industrializado. “Quando se negocia o solúvel a questão principal é o preço. No caso do grão, o que conta é a qualidade”, diz Barabach.
“Está faltando grãos de qualidade no mundo”. Rafael Branco Peres, diretor do Café do Centro, confirma que os cafés mais finos estão bastante disputados. “O produtor já despertou para esse mercado e está aumentando os preços”, diz Peres. A Café do Centro entrou no mercado de cafés gourmets em 1982 e hoje tem uma das maiores torrefadoras de grãos especiais do país. A empresa é um bom exemplo do aumento da demanda por café de qualidade.
No ano passado, seu faturamento cresceu 20%, para R$ 30 milhões e encerrou o ano com 3,6 mil clientes, sendo 200 novos. Apesar do desempenho puxado pelos cafés especiais o grupo vai continuar oferecendo sua linha de solúvel. “Tem muito espaço para o solúvel em mercados emergentes”, diz Peres. Segundo ele, todo país que inicia o hábito de tomar café passa pelo solúvel. “A China será um grande consumidor de café solúvel”, afirma ele, sobre um dos mercados que mais crescem atualmente.
Brasil Econômico

