A recente fusão entre a Bom Gosto e LeitBom reforça a tendência de agrupamento no mercado de lácteos. Segundo o presidente da AGL, Ernesto Krug, os gigantes no setor em diferentes países fazem com que esta seja uma condição para a competitividade. “É questão econômica. Quem não tem marca muito forte não irá se manter.” Krug destaca que outras fusões devem acontecer entre empresas gaúchas em diferentes níveis, seja por questões logísticas, marca ou produção. O Sindilat encara as fusões positivamente. “Temos muitas empresas e isso dificulta para tratarmos políticas. As fusões devem acontecer inclusive entre cooperativas”, diz o presidente do Sindilat, Carlos Feijó.
Para a Fetag, o lado positivo é que empresas maiores têm mais chances no mercado externo, ampliando a demanda. Contudo, há o temor de que os pequenos produtores sejam excluídos, alerta Elton Weber. O presidente da Fetraf, Roberto Balem, acredita que haverá concentração da produção. “O governo deve ficar atento para fortalecer os agricultores.”
Correio do Povo

