Padrão de qualidade do café torrado e moído entra em vigor em fevereiro

por admin_ideale

 


Apesar dos apelos da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), as normas de qualidade do café torrado e moído entrarão em vigor no dia 17 de fevereiro.  As novas regras, publicadas na Instrução Normativa nº 16 (ao lado), de maio de 2010, estabelecem padrões mínimos de sabor e pureza para a comercialização do produto.


O regulamento técnico – uma demanda da própria indústria – foi discutido entre governo e setor privado durante três anos e, de acordo com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, será uma garantia de qualidade do café que chega ao consumidor.


– Desde criança, todos ouvimos dizer que o café bom nós mandamos para o exterior e só tomamos o de menor qualidade. Isso não é mais verdade – diz o ministro.


– O consumidor brasileiro de café deve ser tratado da mesma forma que o consumidor estrangeiro e, portanto, precisamos cuidar da qualidade do café no mercado interno – ressalta.


O Padrão Oficial de Classificação do Café Torrado e Moído estabelece limites de 5% de umidade e 1% de impurezas (cascas, paus e restos de folhas) e matérias estranhas (sementes de milho e fragmentos metálicos do moinho do café, por exemplo). Em termos de sabor, a nota mínima aceitável é 4, numa escala de 0 a 10 que avalia atributos como aroma, sabor residual e acidez.


A Abic alega falta de profissionais licenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) justamente para a chamada prova da xícara, que testa o sabor do café. Para garantir que a indústria esteja preparada para cumprir as exigências, o Mapa promoverá o treinamento de 340 degustadores ao longo de 2011.


O primeiro curso, inteiramente custeado pelo ministério, será realizado de 4 a 15 de janeiro na Universidade de Viçosa, em Minas Gerais. Serão qualificados como degustadores de café torrado e moído 30 profissionais que hoje são classificadores de café grão cru, ligados a empresas credenciadas pelo Ministério da Agricultura.


Numa primeira fase, a ação do ministério e desses novos degustadores será no sentido de apoiar as torrefadoras indicando, eventualmente, a necessidade de mais apuro no preparo do café quanto ao sabor, aroma, por exemplo.


– Não haverá efeito punitivo,  até porque esses atributos são subjetivos e quem deve escolher seu café predileto é o consumidor – afirma o ministro. Já com relação à pureza e umidade, Rossi ressalta que o rigor será absoluto.


 – O ministério está proporcionando todas as condições para o que os torrefadores atendam à instrução normativa, promovendo cursos, fazendo reuniões com o segmento e dando os esclarecimentos necessários – afirma Wagner Rossi.


Para o ministro, com esse apoio do poder público, as empresas, após garantirem a pureza do café, poderão melhorar também os demais atributos, garantindo ao consumidor brasileiro um café de melhor qualidade.


 


Ministério da Agricultura

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar