O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deverá passar por reformulação no seu sistema de trabalho, visando à “adequação com a realidade” do setor, para dar mais garantia de rentabilidade ao produtor, informou nesta segunda, dia 13, o ministro da pasta, Wagner Rossi. Em entrevista coletiva, ele disse que a prioridade foi definida pela presidente eleita, Dilma Rousseff, levando em conta que o Ministério “está funcionando com defasagem de 30 anos”.
– O setor evoluiu muito neste período, por isso deverá oferecer maior apoio ao produtor, tanto na garantia de preço mínimo quanto no seguro agrícola – destacou Rossi, que continuará à frente da pasta no novo governo.
O ministro destacou que isso não tem como ser feito em um mês ou um ano, e que é preciso implementar as ações “levando em conta as variantes ligadas a cada ramo do setor produtivo, onde entram a questão mercadológica e os problemas climáticos”.
– Os recursos que o governo destina ao setor são importantes, mas nós queremos saber se eles estão sendo aplicados da melhor maneira, se não é possível fazer um mix entre a Política de Garantias de Preços Mínimos e o Seguro Rural, que dê melhores condições ao produtor de ter sua renda assegurada – defendeu o ministro.
Wagner Rossi disse que “apesar de tudo, incluindo a questão cambial, o país está vivendo seu melhor momento, tanto na área agrícola quanto na pecuária”, e previu que o agronegócio deverá ter superávit comercial de US$ 60 bilhões no fechamento de 2010.
O ministro da Agricultura disse que é contrário à exigência de produtividade para as pequenas propriedades, porque isso poderia decretar a falência de parte do segmento.
– Quem deve decidir sobre o que vai ser produzido e em que quantidade é o mercado e o próprio produtor – argumentou.
Segundo Rossi, a agricultura hoje conta com terras a preços acessíveis e não há uma crise em relação aos espaços que devem ser ocupados.
Agência Brasil

