Após anos e anos de desmatamento ilegal para produção de carvão, os acordos firmados entre o Ministério Público e as siderúrgicas começam a dar resultados. A fabricação do produto caiu 19% de 2008 para 2009, de acordo com a pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura do IBGE.
Segundo Luís Celso Guimarães, gerente do IBGE, a redução se concentrou em Minas Gerais e no Maranhão, em decorrência da menor procura das usinas pelo produto, insumo para a produção de ferro-gusa e aço. Já no Pará, onde há um grande polo de siderurgia, não houve recuo na produção de carvão.
O carvão de origem de mata nativa teve uma queda mais expressiva: 26,2% de 2008 para 2009. Já o com origem em florestas plantadas inverteu a tendência de alta desde 2002 e caiu 15%. “É uma notícia muito boa e, sem dúvida, reflete a mudança de paradigma da siderurgia, maior consumidora de carvão”, diz Guimarães.
A produção de madeira, por sua vez, avançou mais entre 2008 e 2009 graças à atividade extrativista do que o cultivo em florestas plantadas. Enquanto a produção florestal subiu 5,6% no período, a oriunda do extrativismo cresceu mais: 7,9%.
Folha de São Paulo

