Exportador agrícola de peso, o Brasil amarga o peso da desvalorização do dólar. A cada venda para fora do país, agricultores e indústrias acabam recebendo menos em reais por produtos como açúcar, café, suco de laranja, carnes e grãos, um golpe na rentabilidade. O prejuízo é amenizado pela elevação circunstancial das cotações internacionais de commodities como milho, trigo e soja. Mas a situação pode mudar. O economista e professor da Unijuí, Argemiro Luis Brum, alerta que não há garantias de que os preços estarão bons quando os produtores colherem a safra de verão a partir de janeiro. “As valorizações são artificiais, não estão relacionadas à oferta e demanda, mas a um movimento especulativo do mercado para compensar a queda do dólar”, opina.
Neste cenário, o especialista Fernando Muraro, da AG Rural, aconselha que o produtor realize um controle rigoroso dos custos e venda antecipadamente pelo menos parte da safra. Mesma realidade se aplica ao milho e ao trigo.
Correio do Povo

