Comum no campo, a mosca-dos-chifres tem provocado perdas nos rebanhos brasileiros. O inseto, que chegou ao país na década de 80, desenvolveu resistência a alguns pesticidas que foram mal utilizados pelos produtores. A temperatura alta e bastante umidade é o ambiente perfeito para este inseto.
A mosca é pequena, de cor escura, e tem uma característica curiosa: está sempre de cabeça para baixo. Durante todo o tempo de vida que fica no animal, ela suga seu sangue. O incômodo é tão grande, que alguns bovinos mal conseguem se alimentar, reduzindo, inclusive a produtividade de leite.
Em todo o país, especialistas estimam que as perdas econômicas, a cada ano, chegam a US$ 150 milhões.
– Em populações acima de 200 indivíduos/mosca por animal, chega-se à perda de 16 quilos por ano, por animal. E a redução da produção leiteira, em torno de 1% ao dia. Então é um prejuízo alto, não falando do custo com medicamentos e com mão-de-obra – explica Weber Alves, veterinário da Emater/DF.
O controle da praga pode ser feito com inseticidas e medicamentos injetáveis. A remoção das fezes dos currais também é recomendada, porque é nelas que as fêmeas depositam os ovos. Como, segundo o Ministério da Agricultura (Mapa), o mau uso dos produtos químicos contribuiu para que o inseto desenvolvesse resistência, é preciso cuidado na aplicação dos pesticidas.
– Usar o produto corretamente, de acordo com o que consta na bula do produto, as indicações, o modo de usar e o tempo de uso correto é uma forma de prolongar o efeito do medicamento – afirma Egon Vieira da Silva, chefe da Divisão de Produtos Farmacêuticos do Mapa.
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