No próximo dia 03 de outubro, a população capixaba vai às urnas para escolher seus novos representantes. Preocupada com as propostas dos candidatos ao Governo do Espírito Santo para o setor agropecuário, o Portal e a Revista Campo Vivo realizam essa entrevista especial com os candidatos ao Palácio Anchieta.
Os cinco candidatos foram convidados para participar da entrevista com as mesmas regras e temas perguntados para cada um. Os candidatos Gilberto Caregnato e Avelar Viana Rocha não retornaram ao convite feito pela Campo Vivo Comunicações. Renato Casagrande, Brice Bragato e Luiz Paulo Vellozo Lucas confirmaram a participação dentro do prazo estabelecido e participam desta entrevista especial, que também está na sétima edição da Revista Campo Vivo que começa a circular nesta sexta-feira (17) em todo Espírito Santo.
Hoje, o candidato Renato Casagrande (PSB) expõe suas propostas para o setor agropecuário.
Setor cafeeiro
O setor cafeeiro tem grande importância para a economia capixaba, pois é o principal gerador de emprego e riqueza para os municípios do interior. O Espírito Santo já desenvolveu tecnologia para instrumentar os cafeicultores para a agregação de valor na produção. Assim, nosso principal desafio e meta para o setor cafeeiro é difundir essa tecnologia para que todos possam aumentar a renda obtida. Então, promover a capacitação técnica e a prestação de serviços diferenciados de extensão rural, incorporando a lógica da recuperação, conservação do solo e uso dos recursos naturais, com boas práticas agrícolas são os eixos de nossa proposta para a cafeicultura. No conilón, nosso objetivo é apoiar as iniciativas de industrialização e participação dos cafés solúvel, torrado e moído do Estado nos mercados nacional e internacional.
Agricultura e meio ambiente
Felizmente o agricultor moderno já entendeu a necessidade e a importância de incorporar novas tecnologias voltadas para o uso racional dos recursos naturais, bem como preservar solo, água e florestas. Nossa proposta é se colocar ao lado do agricultor, operando os instrumentos facilitadores da colocação em prática desses princípios. Assim, a pesquisa tecnológica, o crédito, a assistência técnica, o pagamento por serviços ambientais, a educação ambiental desde os bancos escolares, fiscalização e outros procedimentos incentivadores da aplicação de tecnologias limpas orientará a formulação de nossas políticas para o setor.
Educação no campo
A busca de mercado e competitividade passam, na atualidade, pela incorporação de novas técnicas, tratamentos pós-colheita, preservação ambiental, enfim, um conjunto já sofisticado de processos de trabalhos. Neste novo cenário, cada vez mais dominante, tem grande relevância a capacidade de nossos trabalhadores absorverem informações e instruções técnicas. Portanto, elevar o nível escolar dos jovens moradores e trabalhadores na área rural merecerá uma atenção especial. Nossa proposta inclui a oferta de disciplinas profissionalizantes nas escolas de ensino médio, calendários compatíveis com atividade rural, currículos voltados para as especialidades regionais, enfim, um conjunto amplo de procedimentos voltados para atrair e manter o jovem da zona rural nas escola até a conclusão do ensino médio.
Segurança na zona rural
A nossa política de segurança prevê ações abrangentes de capacitação de operadores da área de segurança, de integração de políticas sociais, de incentivos à geração de empregos, integração dos órgãos públicos das três instâncias de governo e várias outras medidas. No caso específico da zona rural, os principais elementos da nossa proposta são a integração de efetivos da Polícia Civil e da Polícia Militar em operações conjuntas e articuladas; o aumento dos efetivos policiais; o planejamento com a participação de lideranças locais com a definição de metas; e os investimentos em novos equipamentos. Para a operação desses objetivos propomos a criação de comitês municipais de segurança para o planejamento de ações e cobrança de resultados.
Diversificação das atividades rurais
O Espírito Santo tem uma característica de propriedades pequenas, por essa razão predomina na maior parte do nosso território a agricultura de base familiar. Outra característica é nossa diversidade de clima. Isso nos coloca em condições muito especiais para a diversificação da nossa agricultura. Já temos café, silvicultura, fruticultura, olericultura, pecuária leiteira e de corte, já apresentando, portanto, um perfil bem diversificado.
Incentivo a pesquisa e assistência técnica
Nossa política é a de incentivos às pesquisas, assistência técnica, formação de pessoal técnico, apoio à comercialização e apoios para a busca de novos mercados. A atração de investimentos inovadores em processamentos de produtos agrícolas contará com programas próprios dos nossos órgãos de fomento.

