O feijoeiro comum tem importante papel como fonte de nutrientes e fibras para o organismo humano e está presente na dieta da população. É um alimento que se destaca em conteúdos de minerais essenciais para o metabolismo humano como o potássio, o fósforo, o cobre, o ferro, o zinco e o magnésio. O programa Prosa Rural desta semana traz informações sobre as pesquisas que estão sendo desenvolvidas pela Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goás/GO) para melhorar os teores de ferro e zinco do feijoeiro comum.
A pesquisadora Priscila Zaczuk Bassinello, doutora em Ciência dos Alimentos, fala sobre os trabalhos com a biofortificação dos feijões BRS Agreste e BRS Pontal. A Embrapa Arroz e Feijão está produzindo sementes destas cultivares para atender agricultores do nordeste brasileiro, principalmente da região semiárida.
Esta iniciativa com o feijão integra os resultados da biofortificação de alimentos, contemplada no Projeto BioFort que visa o melhoramento genético convencional de alimentos básicos como arroz, feijão, milho, mandioca, feijão- caupi, batata-doce, abóbora e trigo.
“A nossa idéia é procurar, no mínimo, dobrar as quantidades atuais de ferro e zinco nos grãos de feijão, para que a população possa ter acesso a um produto que, após o processamento e cozimento, ainda retenha esses minerais para absorção no organismo”, destaca a pesquisadora Priscila Bassinello, durante sua participação no programa Prosa Rural.
O principal objetivo do BioFort é obter alimentos com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A, que auxiliam no combate a anemia e a deficiência de vitamina A, que podem levar à baixa resistência do organismo e causar problemas de visão, e, em casos extermos, levar à morte.
Em seis anos de trabalho, os pesquisadores da Embrapa já conseguiram desenvolver mandiocas e batatas-doces com altos teores de betacaroteno (pró-vitamina A) e arroz, feijão comum e feijão-caupi com maiores teores de ferro e zinco. Aos poucos, essas cultivares estão chegando às comunidades rurais e escolas de Sergipe, Maranhão e Minas Gerais.
Participam do desenvolvimento do projeto: onze Centros de Pesquisa da Embrapa no Brasil, além de universidades federais, estaduais e privadas, secretarias estaduais e municipais e o Centro de Tecnologia de Embalagem e Acondicionamento (Cetea).
Saiba mais sobre as novas cultivares de feijão com altores teores de ferro e zinco no programa Prosa Rural, programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Embrapa Informação Tecnológica

