As cotações de café atingiram seus maiores níveis em 13 anos em julho, por conta, particularmente, da escassez de cafés arábicas. “Apesar de termos o crescimento na produção em vários países, o aumento de preço indica que há alguma incerteza relativa a problemas de disponibilidade do grão no curto prazo. Com a nova safra 2010/2011, deveremos ter uma readequação dos estoques e isso poderá redundar em uma correção dos preços”, apontou a Organização. Mesmo com a chegada da nova safra de café do Brasil – de ciclo alto – ao mercado, no curto prazo ainda há problemas de abastecimento, refletidos nos curtíssimos estoques internacionais.
“A produção colombiana em julho de 2010 certamente mostrou melhora em relação a julho de 2009, mas ainda é relativamente menor que os níveis anteriores de produção mensal. No Vietnã, as condições climáticas adversas podem afetar as perspectivas de produção do país para 2010/2011”, sustenta a entidade em nota.
Apesar desses dados, a OIC ainda mantém seus dados sobre produção global de 2010/2011 em um range entre 133 e135 milhões de sacas. A produção mundial em 2009/2010 chegou a 120 milhões de sacas. De acordo com a OIC, o consumo mundial de café em 2009 caiu 1,5% indo para 128,8 milhões de sacas, contra 130,7 milhões de sacas de 2008, refletindo os impactos da crise econômica global, especialmente em mercados emergentes.
A diminuição das exportações por parte de tradicionais vendedores estão mantendo os estoques nos países importadores bastante baixos.
As exportações para todos os destinos em junho atingiram 7,8 milhões de sacas, sendo que no acumulado nos nove primeiros meses do ano de 2009/2010 as remessas atingiram 69,8 milhões de sacas. Isso significa uma baixa de 6,8% em relação às 74,9 milhões de sacas do mesmo período de 2008/2009.
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