A produção de mudas de seringueira está aquecida em São Paulo. O aumento no preço da borracha, pago pela indústria, está estimulando o setor.
Há 28 anos o agricultor Paulo Roberto Giolo investe na produção de mudas de seringueira. Na propriedade de 20 hectares são quase cem mil plantas. Por mês, são vendidas em média 15 mil.
A procura dobrou em relação ao ano passado e preço também subiu. “A gente teve uma época quando estava menos, sem muita influência, até R$ 1,00. Chegou a R$ 1,20 e até a R$ 1,50. Hoje, como teve essa melhora, está a R$ 3,00 a muda hoje para a pessoa plantar”, disse Giolo.
O agricultor Luiz Rocha também está satisfeito com o preço das mudas. Dono de um viveiro há mais de 30 anos, o produtor disse que a cultura nunca foi tão valorizada. “Houve um crescimento de uma média de 20% ao ano. A gente vende bastante muda e a gente está expandindo bastante o negócio, vendendo até para outros Estados”, contou.
O preço da borracha é o termômetro para a venda das mudas. Quando ele sobe, a procura pelas plantas também aumenta. E o valor pago pelas usinas de beneficiamento nos últimos meses tem animado os produtores, que estão investindo na cultura.
Este mês, os produtores receberam R$ 3,00 pelo quilo do coagulo. Um valor maior do que o dobro do preço de julho do ano passado, quando o quilo valia R$ 1,30 e o mercado ainda sentia os efeitos da crise econômica mundial.
A valorização da borracha fez o agricultor Valdinei Batista Ribeiro deixar de ser sangrador para se tornar dono de viveiro. O negócio começou com dez mil mudas e o hoje já são 30 mil. “Hoje, eu acho que não tem coisa melhor para mim”, disse.
O agricultor Carlos Hipólito comprou sete mil mudas para começar a formar o seringal. Depois de 30 anos trabalhando com a produção de laranja, ele agora aposta na cultura da borracha.
São Paulo produz 55% do total do látex nacional.
Globo Rural

