A semana foi de muita volatilidade, com bruscas oscilações, no mercado internacional do café. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York para o café arábica, que baliza as cotações internacionais do grão, as cotações primeiro despencaram para depois encontrarem recuperação para parte das perdas, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Safras & Mercado.
Da segunda a quarta-feira, os preços despencaram nas bolsas de futuros do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Depois de ter subido 20% em junho, o mercado deu sinais de estar sobrecomprado e de ter esgotado o momento altista. Ao final da semana passada, em NY, o mercado falhou em romper resistências gráficas e já no começo dessa semana passou a tombar em função dessa fraqueza técnica.
No “frigir dos ovos”, pode-se dizer que o café ao longo da semana foi sacudido pelo alvoroço dos fundos de commodities ora na ponta vendedora, ora na compradora, acompanhando aspectos gráficos, fundamentais e macroeconômicos. No balanço da semana, o arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York no contrato setembro apresenta queda de 3,2%, tendo começado a semana a 167,05 centavos de dólar por libra-peso e encerrado esta quinta-feira (22/07) a 161,70 cents.
Em Londres, o robusta no contrato setembro caiu 4,1%, passando de US$ 1.765 por tonelada para US$ 1.693.Já no mercado físico brasileiro de café, a semana foi de poucos negócios e declínio também nas cotações, seguindo NY e o recuo do dólar no período. As fortes oscilações, seja na queda ou na alta, afastaram vendedores/produtores e compradores da comercialização.
No sul de Minas Gerais, o arábica tipo 6 bebida dura recuou de R$ 310,00 para R$ 308,00 a saca (baixa de 0,6%). Só não caíram mais os preços pelo afastamento do vendedor diante do cenário de perdas externas. O dólar contribuiu para pressionar as cotações do café para baixo no Brasil, recuando de sexta-feira da última semana (16 de julho) até esta quinta-feira (22) de R$ 1,782 para R$ 1,761 (-1,2%).
Redação – Agência IN

