Cinco mil mudas de pêssego foram repassadas, nesta quinta-feira (15), para produtores e associações de agricultores de seis municípios da Região Serrana e do Noroeste do Estado. As mudas são das variedades “Aurora 1”, “Aurora 2”, “Dourado 1” e “Dourado 2” e a entrega faz parte das ações da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) para a implantação de um Polo de Pêssego no Espírito Santo.
A ação aconteceu no Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR) Centro Serrano do Incaper, em Domingos Martins. As mudas foram repassadas para agricultores dos municípios de Ibatiba, Muniz Freire, Santa Teresa, Domingos Martins e Castelo. Além destes, receberam ainda produtores rurais de Mantenópolis e região. Ao todo, 60 agricultores foram beneficiados.
“O Espírito Santo está se consolidando como um polo nacional diversificado de produção e de agroindustrialização de frutas, com reflexos positivos na renda e na qualidade vida dos agricultores familiares capixabas”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Com as mudas, serão implantadas Unidades Demonstrativas em propriedades rurais para que os pesquisadores do Incaper avaliem o desenvolvimento da fruta nas regiões e selecionem as variedades que mais se adaptam ao clima e se destacam em produtividade. Até o final de 2010 mais dez mil mudas serão repassadas aos produtores cadastrados no Incaper.
“O trabalho com pêssego do Incaper iniciou-se desde a década de 1980 e já foram feitos alguns testes com o pêssego na Região Serrana, comprovando que a fruta se adapta bem”, afirma Adelaide Costa, pesquisadora do Incaper.
Atualmente no Espírito Santo os polos de abacaxi, goiaba, manga, maracujá, uva, morango, mamão, coco e banana são uma realidade e os de tangerina, acerola, caqui, caju, laranja, pêssego e frutas vermelhas estão em fase de implantação ou em estudo de viabilidade.
“Com a ampliação dos polos diversificados temos como objetivo melhorar a renda dos agricultores de base familiar, por meio da oferta tanto no mercado local e quanto para as agroindústrias processadoras de frutas”, afirma Bergoli.
Diferencial capixaba
O fruto, além de ser muito apreciado para o consumo ao natural, também é um dos preferidos para a agroindustrialização. Assim, a produção de pêssego fortalece também o agroturismo nas propriedades rurais.
No Espírito Santo, a safra se inicia com 30 dias de antecedência em relação ao Sul do País. Com isso, os fruticultores capixabas têm uma melhor oportunidade para colocar a produção do mercado, e aumento a remuneração.
Pêssego no Espírito Santo
Área – 70 hectares
Produção – 900 toneladas/ano
Região Produtora – Região Serrana
Maior Produtor – Domingos Martins
Consumo Capixaba – 80% vem de outros estados e países
Paula Varejão e Leandro Abreu

