Há sete anos, o cenário da cafeicultura do município de Vila Valério não era dos melhores. Os preços baixos desanimavam os produtores locais que até pensavam em mudar de atividade. Porém, o fortalecimento das parcerias entre o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), o setor público e as entidades que representam os cafeicultores fez com que Vila Valério mudasse para melhor. Hoje, o município do Norte é o principal produtor capixaba de café Conilon, produzindo uma média de 43 sacas por hectare. Além disso, a cidade também tem o maior número de investimentos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Isso prova que se prefeituras e os órgãos de fomento trabalharem juntos, o desenvolvimento é certeiro. Everaldo Colodetti, diretor de Crédito e Fomento do Bandes, afirma que “Vila Valério hoje é o município com o maior número de contratos. É também a maior rede de consultores que temos atuantes. São aproximadamente cinco consultorias bastante ativas”. Desde 2003, R$ 38 milhões foram investidos no município, por meio do Pronaf, em mais de 1,7 mil contratos com os cafeicultores locais.
O consultor Edson Germano Dumer, que foi secretário de Agricultura do município, participou de todo o processo e afirma que “no momento em que o café estava a R$ 40,00 a saca e empresas tentavam entrar no município, havia o risco de se transformar numa monocultura de eucalipto. Se não fosse o crédito, não teríamos como fazer o município crescer. E foi o Bandes que apostou e possibilitou a renovação do parque cafeeiro. Depois vieram os outros bancos”.
Vila Valério é também um bom exemplo do investimento em tecnologia. Para o diretor-presidente do Bandes, José Antonio Bof Buffon, o município inteiro abraçou a causa e acreditou no desenvolvimento. “A prova disso é que durante o processo, várias lojas de produtos agrícolas abriram as portas, mostrando que as vantagens não vão apenas para quem cultiva o café”, observou.
Bianca Dalla

