Levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgado nesta quarta, dia 7, mostra que a receita cambial com exportação de café (verde, solúvel e torrado e moído) na safra 2009/2010 (de julho de 2009 a junho de 2010) teve queda de 4%, em relação ao período anterior. O faturamento é de US$ 4,494 bilhões, ante US$ 4,659 bilhões em 2008/2009.
Do total, o volume de café verde exportado pelo Brasil no período caiu 7%. Foram embarcadas 26,617 milhões de sacas, em comparação com 28,491 milhões de sacas em 2008/2009. Do total de grão verde exportado no período, o embarque de arábica teve queda de 4%, de 26,628 milhões de sacas para 25,587 milhões de sacas. Já o volume de café conillon teve redução de 45% no período, de 1,863 milhão de sacas para 1,029 milhão de sacas.
Quanto ao desempenho das exportações de café solúvel, o levantamento do Cecafé mostra aumento de 3% no período, em volume. Foram embarcadas 3,099 milhões de sacas em equivalente de café solúvel, em comparação com 2,999 milhões de sacas.
Outros indicadores
O volume de café exportado em junho apresentou redução de 13,4%, em relação ao mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 2,075 milhões de sacas de 60 quilos, ante 2,398 milhões de sacas em junho de 2009, conforme levantamento do Cecafé. A organização informa ainda que a receita cambial total teve redução de 3,1% em junho passado em relação ao mesmo mês de 2009. Os exportadores faturaram US$ 314,361 milhões, em comparação com US$ 324,459 milhões.
O balanço do Cecafé mostra também que, na participação porcentual por qualidade, o arábica representou 78% do total, seguido do solúvel, com 14%, e robusta (conillon), com apenas 8%.
Em relação aos mercados compradores, a Europa corresponde a 54% da importação do produto brasileiro no período janeiro a junho, enquanto América do Norte responde por 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 6%. Na avaliação por países, a Alemanha mantém a liderança, com a aquisição de 2.703.121 sacas entre janeiro e junho, seguida pelos Estados Unidos, com 2.691.352 sacas, e a Itália, com 1.197.462 sacas. No quarto lugar está o Japão, com 1.029.193 sacas.
De janeiro a junho, as exportações para países produtores alcançaram 4%. Entre os principais portos de embarque, o resultado mostra Santos, com 10.978.083 sacas no período de janeiro a junho (76,7% do total), seguido de Vitória, com 1.648.404 sacas, (11,5%), e o Rio de Janeiro, com 1.231.851 sacas (8,6%).
Agência Estado

