O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse nesta quinta-feira (01/07) que a agropecuária tem sido a “galinha dos ovos de ouro” da economia brasileira. Durante encontro com representantes do setor rural, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, DF, ele ressaltou que o setor conseguiu triplicar a produção nos últimos 40 anos e atender aos estímulos de consumo da população.
“A agricultura tem realizado um gigantesco processo de redistribuição dos ganhos de produtividade, diminuindo os custos ao consumidor. Somos o primeiro país [do mundo] com uma grande agricultura tropical desenvolvida”, afirmou o candidato, que foi o único entre os presidenciáveis a comparecer ao evento da CNA.
Serra disse ainda que um dos maiores problemas da agropecuária nacional é a falta de seguro rural para a maior parte da produção, além dos preços dos alimentos que não remuneram adequadamente os produtores. O pré-candidato garantiu que resolver essas questões estão entre as prioridades de seu programa de governo.
Além disso, o tucano prometeu mais investimentos em tecnologias para o setor e destacou a necessidade de se criar dois tipos de produtos: o defensivo agrícola genérico e o transgênico verde-amarelo.
Sobre produção sustentável, Serra defendeu o pagamento por serviços ambientais. “Não vai dar pra enfrentar a questão ambiental no Brasil sem alguém pagar. Quem tem que pagar? Quem polui”, afirmou. Segundo ele, é preciso produzir uma política de incentivo à preservação. Quanto às classes de produtores, Serra disse estar mais preocupado com os médios, que acabaram se tornando uma ‘minoria desprotegida’.
Crítica ao MST
No encontro, Serra lançou críticas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). ‘O MST é um movimento que se diz de reforma agrária quando, na verdade, usa a ideia da reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionária socialista no Brasil. Não quero reprimir, não. Só sou contra que usem dinheiro do governo para isso, não dá’, disse, ao comentar uma das críticas feitas pela CNA sobre insegurança jurídica.
Em outro momento, quando teve que responder como mediaria posições radicais entre os ambientalistas e o setor agropecuário, fez piada. ‘A Marina tinha razão, que queria as perguntas antes’. Marina Silva, candidata do PV, recusou o convite para participar da sabatina da CNA porque não recebeu as perguntas previamente, e disse temer que o debate não fosse isento. A CNA é presidida pela senadora de oposição Kátia Abreu (DEM-TO).
Globo Rural Online, com informações da Agência Brasil e da Agência Estado

