O preço do café nos mercados de futuros subiu 30% em duas últimas semanas pela redução da safra do produto na Colômbia e na América Central, países dos quais provém a semente Arabica de alta qualidade.
Ontem, o preço do café Arabica avançou bruscamente, 10%, atingindo o preço máximo dos últimos 12 anos no mercado de futuros de Nova York, o que fez com que os investidores que apostavam em preços de baixa sofressem fortes perdas pela segunda vez no mês.
Segundo Osorio, isso será notado nos preços reais no varejo, que poderá subir até 10%, embora tenha dito que a correção chegará em breve aos mercados de futuros.
“Há algo de artificialidade nestas altas, mas é verdade que o total mundial da colheita diminuiu”, apontou.
Osorio explicou que, Colômbia, maior produtor mundial de café, colheu 8 milhões de sacos – cada de 60 quilos – na campanha 2009-2010, quando na campanha 2007-2008 chegou aos 11 milhões de sacos.
Osorio atribuiu esta diminuição dos cultivos a questões relacionadas com o clima, mas considerou que a escassez será compensada com o notável aumento da produção procedente do Brasil, onde o café, no entanto, nem sempre cumpre os standards de qualidade exigidos pelos mercados.
No entanto, Osorio previu que para a temporada 2010-2011 se produzirão entre 133 e 135 milhões de sacos no mundo todo, quantidade que seria suficiente para cobrir a demanda mundial, estimada entre os 132 e 134 milhões de sacos.
“É uma quantidade um pouco ajustada que não daria para acumular excedentes, especialmente quando há um déficit de café de alta qualidade como o da Colômbia, mas sim para cobrir a demanda imediata”, matizou.
Agência EFE

