Um projeto de cultivo de eucalipto está ajudando a melhorar a renda de agricultores do centro-oeste de Minas Gerais. A iniciativa tem o apoio do Instituto de Florestas do Estado e de indústrias.
O gado está perdendo cada vez mais espaço na fazenda do agricultor Neri Carvalho. Há seis anos, o produtor plantou 18 hectares de eucalipto onde antes era pastagem. Já no primeiro corte decidiu dobrar a área. O motivo é o lucro com a atividade. Os 250 metros cúbicos de madeira produzidos por hectare são vendidos com um mês de antecedência. Tem fila de cliente à espera do produto.
“Eu estou vendendo a R$ 31. Está dando uma faixa de oito mil reais por hectare. O gado é menos”, comparou Carvalho.
Minas Gerais é o maior produtor de eucalipto para a produção de carvão do país, segundo a Sociedade Brasileira de Silvicultura. Mas 20% do carvão usado no Estado ainda vêm de matas nativas. Por isso, um projeto entre produtores, o Instituto de Florestas do Estado e a Associação das Siderúrgicas quer incentivar o plantio de eucalipto em Minas Gerais. O produtor recebe a muda, formicida e ajuda técnica.
No centro-oeste de Minas Gerais existem muitas serras. Na região, dificilmente se vê o plantio das lavouras convencionais. O terreno acidentado favorece o avanço da degradação. Mas é justamente nessas áreas, antes abandonadas, que os produtores começam a descobrir uma nova fonte de renda no campo.
“Desde quando começou o programa de fomento, estamos em torno de cem mil hectares plantados em todo Estado de Minas Gerais”, falou o técnico agrícola Hélio Magalhães.
No município de Córrego Danta já são três mil hectares plantados. “Eu já posso contar com o dinheiro pagando minha dívida com o banco. E posso ter dinheiro para comprar alguma vaca ou fazer algum negócio. Penso em investimento, se Deus quiser”, disse o agricultor João Batista Cruz.
O projeto começou no ano passado e, atualmente, conta com 40 produtores.
Globo Rural

