A aroeira ou pimenta-rosa é muito valorizada na Europa como condimento e na ornamentação. No Espírito Santo, pequenos agricultores estão investindo na cultura de olho no lucro.
Ela tem várias denominações, mas as principais são aroeira e pimenta-rosa. O grãozinho vermelho vem ganhando espaço no norte do Espírito Santo.
A engenheira florestal Aline Costa fez um pequeno plantio para experiência na região de Jacupemba, em Aracruz. O trabalho é pioneiro, feito para selecionar árvores matrizes e descobrir técnicas que garantam mais produtividade. Os primeiros resultados mostram que o investimento vale a pena.
“É uma cultura que produz já no primeiro ano. No primeiro ano ela já se paga, paga todo o custo de implantação. A partir do segundo ano, praticamente só se tem os custos de colheita e poda. Setenta por cento é lucro líquido”, disse Aline.
A aroeira é uma planta nativa da mata atlântica brasileira, mas o grãozinho vermelho não é tão valorizado no país. No início deste ano, o Ministério da Saúde indicou a pimenta-rosa como medicinal. Isso começa a animar os produtores, com a possibilidade de valorização nacional do produto.
Mais ao norte, na localidade de Nativo de Barra Nova, em São Mateus, o agricultor Adilson Lírio comemora ter sido um dos primeiros a plantar aroeira. O plantio foi feito há quatro anos. Alguns pés chegam a produzir até 50 quilos de pimenta-rosa.
Já que não é preciso adubar, irrigar ou capinar a plantação, o trabalho é colher. É preciso cortar os galhos, bater com algumas varas e peneirar. O grão é vendido sem precisar de processamento.
Quase toda a produção de pimenta rosa do Espírito Santo é exportada para países da Europa e da Ásia.
Globo Rural

