O protesto dos trabalhadores rurais vai continuar nesta sexta-feira (28). O local onde será a manifestação não foi informado. “Nossa luta tem que continuar, não podemos ir embora sem conseguir as nossas reivindicações,” ressaltou uma das coordenadoras do ato, Soraya Konoski.
Os manifestantes ocuparam, na manhã desta quinta-feira (27), a sede do Ministério da Fazenda. Eles reivindicavam melhorias da vida no campo, como educação e saúde, além da reforma agrária.
No início da tarde, foi realizada uma audiência entre a coordenação do ato e o gerente regional substituto do Ministério da Fazenda, Paulo Sérgio Alberto, que informou que um relatório foi enviado para Brasília com os pedidos dos trabalhadores. “A reunião foi bem produtiva. Na verdade eles queriam passar um documento para o ministro. Fizemos uma pauta com as revindicações e encaminhamos para o gabinete do Guido Mantega”.
Decisão não cumprida
Um oficial de Justiça chegou ao local com um mandado de reintegração de posse para o Ministério da Fazenda, mas os manifestantes não deixaram o local. A saída do prédio só ocorreu por volta das 16h40. Quando os coordenadores do movimento, receberam a notícia, de que a comissão de Brasília vai ser recebida nesta sexta-feira.
Ao deixarem o Ministério da Fazenda, os trabalhadores rurais seguiram em passeata pelas ruas do Centro de Vitória, até o Sambão do Povo, onde vão passar a noite. A marcha dos manifestantes causou problemas para os motoristas que passavam pela avenida Jerônimo Monteiro.
Cerca de dois mil trabalhadores rurais ocuparam a sede do Ministério da Fazenda, no Centro de Vitória, como parte de um manifesto organizado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores do Espírito Santo, da Via Campesina e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Os manifestantes bloquearam a entrada do órgão com um carro de som. No portão, formaram uma corrente humana que impedia a entrada ou a saída. Apenas por volta de 11h30, o grupo liberou algumas pessoas que estavam dentro do prédio do Ministério.
O grupo se concentrou, logo no início da manhã, no Sambão do Povo, e somente lá decidiram os rumos do protesto. Com a decisão de caminharem pelo Centro até a sede do Ministério da Fazenda, o grupo prejudicou o trânsito, principalmente na avenida Elias Miguel e Princesa Isabel, e nas proximidades do órgão.
Gazeta Online

