Indignados com a proposta do governo federal em relação às leis ambiental e florestal, que determina que o produtor rural preserve 20% da sua propriedade rural, agricultores da região norte do Espírito Santo estão empenhados em lutar pelo setor rural. Neste sábado (10), o Movimento Paz no Campo (MPC) realiza uma reunião, na Câmara Municipal de Sooretama, para discutir o impacto das leis na agricultura capixaba e a valorização do homem do campo.
Além dos produtores rurais, foram convidados para participar do encontro o secretário estadual da agricultura, Enio Bergoli; a secretária estadual de meio ambiente, Maria da Glória Abaurre; o presidente da Frente Parlamentar Estadual de Reformulação da Legislação Florestal/Ambiental, deputado Atayde Armani; funcionários do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema); presidentes de sindicatos rurais e secretários municipais de agricultura e meio ambiente dos municípios capixabas.
De acordo com o presidente do MPC, Edvaldo Permanhane, os agricultores não aceitam o que o governo pretende. “O governo incentivou o desmatamento, incentivou a fabricação de automóveis, o consumo de toda população, e agora, com o aumento do aquecimento global, quer que só o produtor rural pague por isso. Eles querem tomar 20% da nossa empresa”, afirmou, referindo-se a porcentagem da área da propriedade que deve ser destinada para reserva legal, de acordo com o atual código florestal.
Uma comissão será formada durante a reunião para representar os produtores rurais na luta pela adequação do código florestal. “Estão querendo que só o produtor rural pague pelo que todos fizeram. Não aceitamos isso”, destaca Permanhane.
A reunião está marcada para começar às 09 horas.
Redação Campo Vivo

