Nesta quarta-feira (07), o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, se reuniu com o diretor da empresa Nòvabra Energia ES S.A., Pedro Burnier, para avaliar os resultados iniciais do programa de fomento para ampliar os cultivos do pinhão manso no Espírito Santo, implantado em 2009, em parceria com prefeituras municipais e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Na oportunidade, os empresários entregaram ao secretário amostras do óleo produzido, a partir dos plantios existentes em solo capixaba.
“O pinhão manso é uma planta que se adapta muito bem às condições naturais da região Noroeste do nosso Estado e é viável para que o agricultor de base familiar tenha uma boa opção de diversificação agrícola na propriedade”, destaca o secretário Enio Bergoli.
Ao todo são 178 contratos de plantios comerciais assinados com agricultores familiares, para a implantação de 375 hectares. Atualmente 200 ha já estão com os cultivos do pinhão manso e a meta para o ano de 2010 e atingir três mil hectares contratados.
Pinhão manso
O pinhão manso (jatropha curcas) pertence à família das Euforbiáceas, a mesma da mamona e da mandioca. É um arbusto grande, de crescimento rápido, que atinge até três metros de altura, mas pode alcançar até cinco metros em condições especiais.
A semente de pinhão, que pesa de 0,551 a 0,797 gramas, pode ter, dependendo da variedade e dos tratos culturais de 33,7 a 45% de casca e de 55 a 66% de amêndoa. Nessas sementes, são encontradas, ainda, 7,2% de água; 37,5% de óleo e 55,3% de açúcar, amido, albuminóides e materiais minerais, sendo 4,8% de cinzas e 4,2% de nitrogênio.
De acordo com pesquisadores, o pinhão manso é uma planta produtora de óleo com todas as qualidades necessárias para ser transformado em óleo diesel. Além de perene e de fácil cultivo, apresenta boa conservação da semente colhida, podendo se tornar grande produtora de matéria prima como fonte opcional de combustível.
Léo Júnior

