“O Conilon avançou com o melhoramento genético, agora vamos em busca da qualidade necessária para estarmos no mercado. A nossa expectativa é a melhor possível em relação ao programa ‘Café Especial'”. Essa afirmação do produtor José Silvano Bizi (foto) reúne a expectativa de diversos produtores do município de Jaguaré que lançou, na última sexta-feira (26), o programa ‘Conilon Especial’ com a presença de cerca de 300 pessoas.
O programa, que visa seguir as tendências do mercado consumidor de priorizar cada vez mais a qualidade dos produtos, vai garantir melhorias do café Conilon desde a etapa do plantio e manejo até a comercialização e consumo. Os produtores que aderirem ao programa poderão utilizar a marca ‘Conilon Especial’ na sua produção.
O lançamento contou com a presença do diretor presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo; do prefeito do Jaguaré, Evilázio Altoé, do secretário municipal da Agricultura, Luiz Carlos Brioschi, de deputados estaduais, dentre outras autoridades, além da comunidade e dos produtores local.
Melhoria da qualidade, maior valor agregado, maior valorização comercial e conquista de novos mercados são os principais benefícios previstos para quem aderir ao projeto, que teve como base o “Novo Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Novo Pedeag)”, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), que tem como proposta aumentar com qualidade a produção da região Litorânea Norte do Estado.
Para atingir seu objetivo, o ‘Café Especial’ vai contar com a parceria de diversas entidades ligadas ao setor, que vão atuar sobre três eixos que são: a adesão de um protocolo, a realização de cursos e visitas técnicas, e a gestão da marca. Os produtores que aderirem ao programa seguindo o protocolo e participando de suas etapas, além de poder utilizar a marca, vão desfrutar de todos os benefícios oferecidos pelo programa.

O presidente do Incaper participou do lançamento do Conilon Especial
“O café Conilon está comemorando 40 anos no Espírito Santo e o Governo do Estado, por meio do Incaper, investe em pesquisa para que os agricultores tenham uma maior produtividade, agora o município de Jaguaré vem com essa proposta para chegar de uma forma mais competitiva ao mercado. É um marco importante e vai servir para o Instituto disseminar o programa em outros municípios produtores de Conilon para que o produtor possa produzir com mais qualidade o que torna possível o aumento da renda do produtor rural”, afirmou o diretor presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.

Luiz Carlos Brioschi espera adesão dos cafeicultores ao projeto
A expectativa do secretário municipal da Agricultura, Luiz Carlos Brioschi, é a adesão de pelo menos 30 cafeicultores na primeira fase do projeto. “Esse é um processo novo e desafiador e vamos contar com a participação do Incaper para difundir o programa entre os produtores para que tenhamos um produto de qualidade”, avaliou o secretário.

animado com a marca conilon especial
“Com essa marca especial vamos mostrar a todos os compradores que o nosso café é de qualidade, além de potencializar o nosso produto no mercado, pois vai agregar valor ao nosso Conilon”, apontou o produtor rural Antônio Menergado Giovanelli.
Para aderir ao ‘Conilon Especial’ o produtor deve preencher a ficha de adesão, disponível no Sindicato Rural, na Secretaria da Agricultura de Jaguaré e nos sites: www.jaguare.es.gov.br e www.conilonespecial.com.br.
Os benefícios
Melhoria da qualidade
Maior valor agregado e maior valorização comercial
Aumento da competitividade no mercado
Alcance de novos mercados consumidores
Aumento da percepção de qualidade do produto
Melhoria da qualidade de vida para os produtores
Possibilidade de maior retorno financeiro
O Conilon em Jaguaré
Segundo maior produtor Estadual de Conilon, Jaguaré tem cerca de 1.500 cafeicultores. A produção de 2008 totalizou 540 mil sacas, já os números da safra de 2009 ainda não foram divulgados.
O município é referência na produção do café Conilon e a atividade ocupa 21 mil hectares, cerca de 30% da extensão territorial que é de 70 mil, e a produção média é de cerca de 574 mil sacas por ano, equivalente a cerca de 8% da produção do Estado, gerando uma renda bruta de R$ 114,897 milhões.
A cafeicultura é a principal atividade econômica para os produtores e trabalhadores rurais do município, sendo a responsável por mais de 80% da renda bruta anual dos agricultores. Além disso, a estimativa é de que, anualmente, são gerados 10 mil empregos diretos e indiretos, sendo que 5 mil são na época da colheita.
Eduardo Brinco

