Produtores de Marilândia, no Noroeste do Estado, estão conseguindo bons resultados com a plantação da melancia. A fruta tem sido cultivada, inclusive, em consórcio com o café Conilon, representando uma importante fonte alternativa de renda para agricultores da região.
De acordo com o extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Elio José dos Santos, a prática do consórcio é uma opção para o melhor aproveitamento da área, já que o produtor planta a melancia intercalada com o café.
“Enquanto o café está na entressafra, a melancia está no processo de colheita, por apresentar um ciclo rápido de 60 a 65 dias, podendo ter até três safras ao ano. Desse modo, o agricultor pode ter o aproveitamento da mão de obra, e principalmente aumentar a renda familiar, já que produz na época de entressafra do café”, afirma Elio.
O extensionista ressalta ainda que o cultivo da melancia foi inserida no município em 2002 e proporciona benefícios ambientais e econômicos. Em números, a atividade gera aos produtores aproximadamente R$ 20 mil em renda bruta em cada ciclo, sendo que 30% são destinados ao custo da produção. Além disso, a melancia em consórcio com o café auxilia na proteção do solo em dias quentes, como o verão.
O agricultor Marcos Falcheto é um dos produtores de Marilândia que tem alcançado bons resultados com o plantio consorciado de café com melancia. Na família Falcheto, ele e mais os dois irmão adotaram a atividade no município. “A melancia é mais uma fonte de renda, uma alternativa para aproveitar melhor o espaço da propriedade e ainda traz benefícios à plantação de café”, afirma.
Segundo o extensionista Elio dos Santos, a assistência técnica dos produtores da região foi fundamental para a rentabilidade da atividade. “Os primeiros resultados da colheita da melancia geraram uma produtividade de 15 a 20 toneladas por hectare. Atualmente, com a implantação de novas tecnologias e orientação técnica aos agricultores, a produção já alcança de 35 a 40 toneladas por hectare”, afirmou.
O Incaper fornece aos produtores acompanhamento técnico e assistência para melhoria nas plantações. Os agricultores interessados no consórcio podem buscar orientações no escritório local do Instituto em seu município.
Marilândia
A cafeicultura de Conilon é a principal atividade econômica de Marilândia. Mas, além do café, os agricultores ainda plantam eucalipto, banana, coco e melancia.
O município apresenta aproximadamente 20 hectares plantados de melancia, distribuídos em 20 propriedades, o que representa uma produção de 800 toneladas por ano da fruta.
Paula Varejão

