Estado pretende implantar pesca sustentável e orgânica

por admin_ideale

Atualmente a certificação e a rastreabilidade dos alimentos não é só uma escolha, mas uma exigência dos mercados externos, compostos de consumidores cada vez mais preocupados com a preservação do meio ambiente e com o consumo de produtos naturais, livres de substancias tóxicas. No mercado da piscicultura não é diferente.


Pensando nisso, técnicos da área de pesca e agroecologia da Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) se reuniram nesta sexta-feira (26), na sede da Seag, para participar de um workshop sobre certificação e rastreabilidade na piscicultura, sob a instrução do zootecnista e especialista na área, diretor da empresa paulista de consultoria agroambiental, Bio-Logica, Bruno Volpe. Também estiveram presentes técnicos da Chão Vivo, ONG que trabalha com promoção e certificação orgânica de produtos. 


Durante o curso, os técnicos tiveram a oportunidade de conhecer as normas necessárias para adequar a produção de peixes capixaba aos padrões internacionais de sustentabilidade e adquirir o selo de certificação. Além disso, os profissionais puderam discutir estratégias para implementação de políticas públicas que proporcionem aos agricultores mecanismos para se adequar às regras.


De acordo com o gerente Estadual de Aquicultura e Pesca da Seag, Armando Fonseca, a ideia de piscicultura orgânica e sustentável é nova no Brasil. Entretanto, é algo necessário, que deve ser implantado para atender às exigências de grandes varejistas nacionais e também de mercados internacionais, que tem implantado barreiras sanitárias e de qualidade aos produtos consumidos.


“O distrito de Itaipava, localizado em Itapemirim, no litoral sul do Estado, é um dos maiores produtores de atum do País, e exporta o produto para o Japão. Este é um exemplo de País que tem acirrado as exigências quanto à qualidade dos produtos importados. Se adequar às normas de rastreabilidade não é mais uma tendência e sim uma necessidade”, afirma Armando.


O especialista em certificação em piscicultura, Bruno Volpe, afirmou que é interessante que o Estado facilite o acesso dos produtores à programas de certificação de sustentabilidade ou orgânica, já que essas exigências serão cada vez mais impostas pelo mercado.


“As imposições de qualidade partem do consumidor, que cada vez mais se preocupa com a qualidade de vida e com a preservação do meio ambiente. Na Europa, por exemplo, 20% da população consome produtos orgânicos. Dessa forma, a certificação é  também uma forma de se diferenciar dos demais produtores e garantir o lucro”, afirma.



Paula Varejão

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