Com o propósito de melhorar a qualidade do morango na Região Serrana do Estado e aproximar a assistência técnica dos produtores rurais, nesta segunda-feira (22), às 17 horas, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) inaugura na comunidade de Tijuco Preto, em Domingos Martins, o seu 82º escritório no Estado.
Durante a cerimônia, serão entregues à comunidade dois tratores, duas retroescavadeiras e um veículo Gol, para uso dos técnicos do escritório. Os recursos são provenientes de uma parceria entre o Incaper, Prefeitura de Domingos Martins e Governo Federal. São esperadas no evento aproximadamente mil pessoas.
De acordo com o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o escritório do Instituto em Tijuco Preto será de suma importância para melhoria da qualidade do morango produzido na região, tendo em vista que a comunidade é uma grande produtora da fruta. “Cerca de 85% da área de produção de morango em Domingos Martins concentra-se na comunidade. A inauguração vai aproximar os técnicos dos agricultores, com o propósito de orientá-los sobre práticas para melhoraria da qualidade da produção, proporcionando uma maior agregação de valor à atividade”, afirmou.
Os produtores que pretendem valorizar a qualidade do morango poderão se cadastrar no escritório local do Incaper e participar do Programa de Adesão do Selo e Controle da Produção da Fruta, que é uma forma de certificação e identificação da origem do morango, cujo objetivo é garantir mercado e renda aos agricultores.
Para o prefeito de Domingos Martins, Wanzete Krüger, o escritório local do Incaper será extremamente benéfico aos produtores, já que 99 % deles vivem da agricultura familiar. “Tijuco Preto é uma comunidade que fica localizada a 65 quilômetros da sede de Domingos Martins. Com a presença dos técnicos do Instituto dentro da comunidade, será mais fácil o acesso às propriedades, de modo a possibilitar o acompanhamento de perto”, observou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Rural de Domingos Martins, Ivo Pizzol, comentou que não se pode pensar em produzir só pelo fato do retorno em moeda, mas ressaltou que é preciso trabalhar de forma sustentável, sendo a atividade economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta.
“O escritório do Incaper na localidade é fundamental porque é um modo de transportar conhecimentos aos produtores diante do avanço da ciência. O agricultor precisa trabalhar de forma organizada para realizar trabalhos em grupo e produzir com responsabilidade”, disse Pizzol.
Glícia Gagno

