Nesta quarta-feira (17), os organizadores do ‘Projeto Atlântida’, que prevê o uso de recifes artificiais marinhos, na forma de pirâmides, nos balneários dos municípios de Serra e Vila Velha, participaram de uma reunião técnica na Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) para apresentar as características da ação, que é pioneira, e surgiu da demanda dos trabalhadores que sobrevivem da pesca e que sofrem com a diminuição dos estoques naturais.
Participaram do encontro o secretário da Agricultura, Enio Bergoli; o subsecretário, Gilmar Dadalto; o gerente de Aquicultura e Pesca, Armando Fonseca, os representantes do Instituto Ecos, Lani Campostrini Tardin, Thiago Sarlo e Humberto Ker de Andrade, coordenador do projeto; e os representantes da AcelorMittal, Ricardo Filipe e Pedro Sérgio Bicudo Filho.
A fase inicial do projeto teve início com os estudos oceanográficos e o diagnóstico socioeconômico dos pescadores artesanais, que subsidiaram os estudos ambientais estabelecidos pelo Termo de Referência de acordo com a Instrução Normativa do Ibama para o licenciamento ambiental do empreendimento. Hoje o projeto se encontra em tramitação em Brasília.
O primeiro sistema ‘recifal’ do Espírito Santo propõe, numa primeira etapa experimental, a implantação de seis sítios com área de ocupação direta de 20 hectares em Serra. “Nessas áreas, se pretende criar ambientes propícios à atração de peixes e outros organismos marinhos, proporcionando a formação de ecossistemas artificiais”, relatou o gerente Armando Fonseca.
“A iniciativa visa ao desenvolvimento e o emprego de técnicas ambientalmente sustentáveis incrementando as atividades de pesca artesanal e de lazer, ecoturismo e proteção da biodiversidade marinha”, disse o biólogo Humberto Ker de Andrade.
Os representantes do Instituto Ecos afirmaram que nas próximas semanas será realizado o estudo marinho em Vila Velha.
Eduardo Brinco

