O presidente Lula esteve, na terça-feira, em Sorocaba, São Paulo, para a inauguração de uma fábrica de colheitadeiras. Ele falou sobre a reforma agrária e sobre a política do governo para a área de fertilizantes.
O presidente esteve acompanhado do ministro do Desenvolvimento Agrário e de lideranças sociais para divulgar a ampliação de uma fábrica de colheitadeiras. Na ocasião, o presidente falou sobre os conflitos agrários no país.
“Nós defendemos que a reforma agrária deve ser tranquila e pacífica. Eu, por exemplo, não concordo com determinado tipo de ocupação, como foi feita na Cutrale. Não possível você aceitar que você confunda a luta pela reforma agrária com ato de vandalismo. Não é possível. Entretanto, eu acho que nós temos de ter em conta que o movimento é uma realidade, que a necessidade de ideia é uma realidade, apesar de o nosso governo ter desapropriado mais de 45 milhões de hectares até hoje”, disse Lula.
O presidente também falou sobre a ideia que vem sendo discutida dentro do governo para a criação de uma empresa estatal que cuidaria da produção de fertilizantes no país.
“Nós não temos nem interesse nem prioridade de criar empresas estatais para fazer aquilo que a empresa privada pode fazer muito bem. No caso do fertilizante, você tem a Vale do Rio Doce que está fazendo investimento forte em fertilizante. E você tem a Petrobrás, que também vai fazer fertilizante. A Vale do Rio Doce é uma empresa privada e a Petrobrás é uma empresa pública, mas com ações na Bolsa de Nova York. O Estado não quer ser o gerente. O Estado quer ser o indutor e ao mesmo tempo o regulador para que as coisas funcionem bem”, concluiu Lula.
Globo Rural

