O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira caiu 6% em 2009 e fechou o ano na marca de R$ 718 bilhões. Em 2008, o PIB do setor atingiu R$ 764,6 bilhões, ou seja, a retração representa perda de R$ 45 bilhões na renda do agronegócio nacional. Os números foram anunciados nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), levando em consideração os resultados acumulados entre janeiro e novembro de 2009.
A diminuição no volume de entrega de fertilizantes para o cultivo da atual safra contribuiu para a redução do PIB, fazendo com que os produtores rurais capixabas fossem atingidos. Na pecuária, a baixa rentabilidade com a venda de animais obrigou aos produtores a não adquirir os compostos nutricionais para alimentar os rebanhos, optando pelo uso do milho, o que prejudicou a indústria de rações e também ajudou na queda do PIB.
“Os preços foram bons, a comercialização fluiu, mas o produtor rural perdeu renda em
O estudo da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo – CEPEA mostra que no acumulado entre janeiro e novembro o PIB agropecuário apontava queda de 5,66%. Mas somente em novembro houve uma retração forte, de 0,47%, índice semelhante à queda de 0,50% registrada em outubro.
Isoladamente, o agronegócio da agricultura (produção primária, distribuição, indústria e setor de insumos) apresentou retração de 6,13% entre janeiro e novembro. Enquanto isso, a pecuária caiu 4,54%. A partir da combinação entre os dois segmentos é que se projeta a queda de 5,66% no total do agronegócio. Nas lavouras, as mais fortes perdas envolveram algodão, amendoim, café, feijão, laranja, mamona, milho e trigo, com recuo de preços e volumes comercializados. Na indústria, a área de óleos vegetais foi a que sofreu a mais forte perda, com redução de 17% no PIB ao longo do ano, refletindo a retração do mercado externo.
Índices negativos no agronegócio
PIB em 2009 – R$ 718 bilhões
PIB em 2008 – R$ 764,6 bilhões
Redução de 6% no total
Retração na agricultura – 6,13%
Retração na pecuária – 4,54%
Retração na indústria (área de óleos vegetais) – 17%
Marcelle Desteffani

