Na última sexta-feira (12), a Secretaria de Estado da Agricultura, em conjunto com as Federações da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) e dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes) divulgou o balanço com as informações sobre a seca e a elevação da temperatura nos últimos meses no Espírito Santo, e os impactos causados nas principais atividades agrícolas capixabas.
Após a realização de um levantamento dos impactos da seca na agricultura capixaba, o secretário de agricultura, Enio Bergoli, afirmou que a cultura do café sofreu mais os efeitos da estiagem no Estado. “A cafeicultura foi a principal cultura atingida pela escassez de chuva no Estado. Podemos citar ainda a pecuária leiteira, a cana de açúcar, a pimenta do reino, o maracujá, entre outros. Os produtores são os mais prejudicados com essa situação e para ajudá-los trabalhamos em conjunto com as instituições financeiras para a prorrogação de débitos de crédito rural para que nossos agricultores não se sintam desamparados nesse período difícil’, pontuou Bergoli.
No período entre 01 de novembro de 2009 e 11 de fevereiro de 2010, a quantidade de chuva no Espírito Santo foi muito menor do que a média histórica para o mesmo período. O caso mais grave do interior do Estado é registrado na região Nordeste, onde a chuva foi 55% menor em relação à média do período em anos anteriores.
Além da falta de chuva, foi registrado ainda um substancial aumento da temperatura em todas as regiões do Estado. No período entre 01 de novembro de 2009 a 31 de janeiro de 2010, a média das temperaturas máximas foi superior em até 3,7ºC, casos das regiões Sul e Noroeste, em relação à média dos anos anteriores nos mesmos períodos.
“O bloqueio no Espírito Santo das nuvens carregadas é um dos motivos desse grande período de falta de chuva, mas a partir do dia 18 de fevereiro as chuvas devem voltar a cair no Estado com um volume significativo, em torno de 60 a 100 milímetros”, disse o coordenador do Centro Capixaba de Meteorologia (Cecam), José Geraldo Ferreira da Silva.
Redação Campo Vivo (com informações de Léo Júnior)
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