Mesmo na crise, agronegócio capixaba cresce

por admin_ideale

 


Em 2009, ano em que a crise financeira global afetou os vários setores dos mercados mundiais, o agronegócio capixaba conseguiu manter o volume das exportações, registrando até crescimento de 8,9%. Mas, por conta da baixa do dólar, que resultou na queda de 32,9% no preço médio dos produtos exportados, o desempenho da receita foi negativo, acumulando retração de 27%, no comparativo com os resultados de 2008.


Mesmo assim, o agronegócio respondeu por mais de 90% do saldo da balança comercial do Estado. Do saldo acumulado de US$ 1 bilhão, US$ 918 milhões foram de operações com produtos do agronegócio. “Os números demonstram que continuamos sendo uma máquina de produzir divisas para o Espírito Santo e para o Brasil”, destaca o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli.


O aumento em volume, frisou, é uma garantia de manutenção do mercado. “Isso demonstra que, mesmo com a crise, o Espírito Santo é extremamente competitivo no mercado internacional”, frisa o secretário. Para 2010, o grande desafio do agronegócio capixaba é diversificar mais a pauta das exportações e ampliar o volume dos embarques.


A perda de receita nas exportações do agronegócio, explica o secretário, é justificada basicamente pela queda nos preços da celulose (-30,9%) e do café e derivados (-18%). Os dois responderam juntos por 87,6% do valor total exportado no ano, que somou a cifra de US$1,3 bilhão. “Os preços dos dois produtos tiveram acentuada retração, influenciando fortemente na queda da geração de renda”, destacou Bergoli.


Apenas dois produtos, que não tem grande peso na pauta das exportações, conseguiram ficar no azul: carnes e miudezas de bovinos e açúcar de cana. As carnes registraram crescimento de 133,5% no volume exportado, o mesmo desempenho na geração de divisas, mas acumulou queda de 8,6% na média dos preços.


Já o açúcar, que registrou 14% de incremento no volume exportado impactou positivamente em 84,8% na geração de divisas e acumulou aumento de 62,1% no preço médio. A pimenta-do-reino que teve desempenho negativo na geração de receitas e na cotação, teve surpreendente crescimento de 64,1% no volume exportado.


A especiaria, mesmo com menor volume, conseguiu desbancar o mamão, no item valor. As exportações de pimenta-do-reino totalizaram US$ 20,6 milhões em 2009, enquanto que os embarques de mamão somaram US$ 17,7 milhões. O preço médio do mamão teve aumento de 6,1%, mas o volume exportado caiu 19% e a geração de divisas teve queda de 14,1%.


O maior problema enfrentado pelo mamão foi a redução da oferta ocasionado pelo excesso de chuvas que prejudicou muito os produtores que apostaram na cultura. O secretário lembrou que os problemas climáticos somados ao dólar valorizado e aos elevados custos de produção deixaram o setor em situação desconfortável.


Ranking
Principais produtos de exportação do agronegócio local


Veja o produto e o volume de exportações em 2009
Celulose – US$ 821,161 milhões (58% do total)
Café e derivados – 400,337 milhões (28,71% do total)
Carnes e miudezas de bovinos – US$ 26,7 milhões (1,92% do total)
Chocolates e preparados com cacau – US$ 25,4 milhões (1,83% do total)
Pimenta do Reino – US$ 20,6 milhões (1,48% do total)
Mamão – US$ 17,7 milhões (1,27% do total)
Açúcar de cana – US$ 11 milhões (0,79% do total)
Pescados em geral – US$ 5,4 milhões (0,39% do total)
Leite e derivados – US$ 5,3 milhões (0,38% do total)
Gengibre – US$ 2,2 milhões (0,16% do total) 


 


A Gazeta

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