´O governador Paulo Hartung precisa assumir a bandeira do café como fez com o pré-sal”

por admin_ideale

 


Os desafios da cadeia produtiva de café conilon do Espírito Santo foram debatidos em reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Cafeicultura Capixaba da Assembléia Legislativa (Ales), realizada no Plenário Rui Barbosa na manhã desta terça-feira (17).


Dentre os principais pontos destacados por produtores e pelo secretário de Estado da Agricultura, Ênio Bergoli, estão a queda no preço da saca – em agosto era vendida a R$ 170,00 e hoje sai por R$ 140,00 -, a invasão de café estrangeiro no País e as dívidas dos agricultores, que já chegam a R$ 7,5 bilhões.


 


O secretário destacou que após encontros já realizados com os cafeicultores, o Governo estadual tomou uma posição: vai defender os interesses dos cafeicultores, se colocando contra a importação de café. O governador Paulo Hartung (PMDB) vai lutar pelos interessas da cafeicultura capixaba.


“Os rumores de que o Brasil vai começar a importar café partem da indústria de beneficiamento do café, que alega precisar de tipos do produto cultivados em outros países, como Colômbia, Etiópia e Vietnã, muito consumidos nos Estados Unidos e na Europa”, explicou Ênio Bergoli.


 


Esse café seria misturado ao produto brasileiro para a produção de café solúvel. Outra preocupação é com a entrada de pragas junto com o café do exterior, como aconteceu com a ferrugem.


 


Um grupo de trabalho foi criado para redigir um documento a ser enviado à Brasília com informações sobre condições técnicas, sociais, econômicas e políticas necessárias à importação de café no Brasil. Já que a queda da produção cafeeira pode gerar uma grande crise social no Espírito Santo, segundo o secretário.


 


“A produção brasileira é diversificada e o Estado depende muito do café. Precisamos saber quais são as reivindicações da indústria para que os nossos argumentos sejam mais fortes”, ressalta Ênio Bergoli.


 


O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do País, ficando atrás a penas de Minas Gerais. São produzidas 7,5 milhões de sacas por ano. O café representa 17% de toda a área agrícola capixaba e cerca de 350 mil pessoas sobrevivem da cultura no Estado.


 


Ainda segundo o secretário, o Estado pretende ajudar os produtores a renegociar as dívidas junto aos bancos. “A cafeicultura está em crise. Os produtores não são capazes de manter uma produção crescente com a saca ao preço que está hoje. Já se fala até em desemprego caso a situação não mude. O governador Paulo Hartung precisa assumir a bandeira do café como fez com o pré-sal”, ressaltou o deputado Theodorico Ferraço (DEM), presidente da Frente Parlamentar.


 


Além de Ferraço, participaram da reunião os deputados Atayde Armani (DEM), secretário executivo da Frente, Elcio Alvares (DEM), presidente da Ales, Paulo Roberto (PMN), líder do Governo, Freitas, membro da Comissão de Agricultura, e Dary Pagung (PRP), e o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, Julio da Silva Rocha Júnior, além de representantes de cooperativas, Prefeituras e Câmaras de Vereadores de municípios produtores de café.


 


Redação Ales

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