Contrariado, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse ontem que o próprio presidente Lula terá de explicar a decisão de mais uma vez prorrogar a entrada em vigor do decreto que obriga os produtores rurais a formalizar um compromisso de manter reservas legais em suas propriedades.
Com o adiamento, os ruralistas terão mais tempo para mexer no Código Florestal. A avaliação deles é que o decreto, com base na atual legislação ambiental, colocaria milhões de proprietários na ilegalidade.
O Planalto estuda outras mudanças na legislação ambiental, a maioria delas para atender à pressão dos ruralistas. “Não vai haver um liberou geral”, afirmou o ministro.
Folha de São Paulo

