A Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) repassaram, nesta quinta-feira (20), aproximadamente quatro toneladas de sementes de café Arábica para 80 viveiristas da Região Serrana do Espírito Santo. A distribuição aconteceu na Fazenda Experimental do Incaper, em São João de Viçosa, município de Venda Nova do Imigrante.
Participaram da solenidade o secretário de Agricultura, Ricardo Santos, o subsecretário de Desenvolvimento Agropecuário, Antônio Elias Souza da Silva, o diretor presidente do Incaper, Evair de Melo, secretários municipais da Agricultura da Região Serrana, viveiristas e produtores rurais.
Durante o evento, o extensionista do Incaper, Fabiano Tristão Alexandre fez uma explanação sobre o programa, da Seag, ‘Renovar Arábica’. Em sua palestra o técnico deu uma panorâmica sobre a situação atual do Estado no cultivo do café Arábica e abordou a renovação e o revigoramento das lavouras cafeeiras capixabas.
Durante seu discurso, o diretor presidente do Incaper, Evair de Melo, disse que mais de R$ 200 milhões já foram investidos para a melhoria do programa cafeeiro. “Temos tudo para mudar, pois o Incaper tem a tecnologia, o produtor a força, e o Governo a vontade de mudar. Vamos trabalhar para reconstruir nossos cafezais e ser um Estado de referência na cultura do café Arábica”, afirmou.
O secretário Ricardo Santos indicou que o programa ‘Renovar Arábica’ é o maior desafio do Governo. “O Espírito Santo tem hoje 53 mil famílias que cultivam o Arábica e muitas dessas lavouras estão envelhecidas e suscetíveis a doenças e pragas. Essas sementes que estão sendo entregues aos viveiristas vão gerar aproximadamente 12 milhões de mudas, que servirão de base para os produtores renovarem suas lavouras”, apontou Ricardo Santos.
Ao todo foram distribuídas 13 variedades de semente de café Arábica para representantes de 33 municípios.
‘Renovar Arábica’
A implantação do programa “Renovar Arábica” prevê o desenvolvimento da cadeia produtiva do café, em relação à renovação e revigoramento das lavouras, para melhorar a qualidade e aumentar a produtividade no Estado. A previsão é que o programa abranja 49 municípios, numa área de aproximadamente 190 mil hectares, em mais de 20 mil pequenas propriedades de base familiar, que envolvem aproximadamente 53 mil famílias.
As principais metas do programa são: A renovação de 100% do parque cafeeiro de Arábica, em um prazo de 15 anos, com variedades recomendadas pelas pesquisas científicas e com a utilização de boas práticas agrícolas. Com isso, será possível dar um salto histórico na produção do café arábica capixaba, dobrando a produtividade, elevando de 12 sacas beneficiadas por hectare para 23 sacas e aumentando a produção de dois para quatro milhões de sacas, sem estender a área plantada.
Além disso, faz parte do programa ampliar a produção de café superior de 300 mil para um milhão de sacas por ano, e a exportação do produto com valor agregado, além de implantar salas de provas de café arábica em todos os municípios.
Cafeicultura de arábica no Estado
A cafeicultura de arábica é uma das principais atividades das regiões Serrana e Caparaó, que são responsáveis por aproximadamente 74% da produção estadual. A atividade está presente em uma média de 20 mil propriedades, oferecendo trabalho a 53 mil famílias e gerando 150 mil empregos diretos. Mais de 75% dos produtores que cultivam esse café são de base familiar, com área de plantio estimada em 4,8 hectares, em altitudes de 400 a 1.200m.
Eduardo Brinco

