O segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de 2009 apresentou pequenos ajustes em relação ao primeiro estudo sobre o setor, divulgado em maio deste ano. Em julho, houve expansão de 26,9% para as florestas plantadas e pequena queda na produção de café (-1,9%). Essas informações compõem a Resenha de Conjuntura divulgada, nesta segunda-feira (10), pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Conforme o levantamento, diversas lavouras apresentam previsão de queda na produção de 2009 em consequência da estiagem ocorrida no Estado entre 2007 e 2008; da falta de competitividade de alguns produtos (alho, batata, coco) e da falta de tradição no manejo de algumas lavouras (geralmente ligadas à fruticultura) em escala comercial.
As principais quedas previstas referem-se ao cacau (-40,4%) e maracujá (-36,3%). No primeiro caso, trata-se de uma cultura em declínio há alguns anos e que volta a ter uma previsão de queda na produção em razão da seca e da ocorrência de doenças (vassoura de bruxa). No caso do maracujá, o levantamento aponta uma queda na área de produção, em torno de 37%, ligada ao encerramento do ciclo produtivo de algumas plantações e à incidência de pragas, doenças e virose.
Apesar das circunstâncias adversas, os principais produtos agrícolas do Estado (florestas plantadas e café) mantêm tendência de crescimento positivo ou de queda menor do que a esperada. No caso das florestas plantadas, espera-se crescimento da ordem de 26,9%, conforme informações sobre autorização de corte do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) bem como da Aracruz Celulose e Suzano.
Quanto ao café, principal produto agrícola do Espírito Santo, a previsão é de -11,1% para o Arábica (devido à bianualidade negativa da lavoura e de um aumento de 1,9% para o Conilon.
Neste primeiro semestre do ano, podem-se considerar concluídas as colheitas de alho, milho, arroz, feijão e batata-inglesa. O café está em pleno período de colheita. Estimativas preliminares indicam que, até o presente momento, foram colhidos em torno de 70% do café Conilon e 30% do Arábica.
Em termos agregados, os primeiros levantamentos indicam uma queda aproximada de 4,9% no total do valor da produção agrícola de 2009.
Francisca Proba

