Mais de um milhão de quilos de inhame foram comercializados em julho na Centrais de Abastecimento do Espirito Santo (Ceasa/ES), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). De acordo com os registros, de 2002 a 2009, essa é a primeira vez que a oferta do produto alcança tal volume.
Segundo o setor de Estatística da Ceasa-ES, esse resultado é devido ao período de safra, que teve início em junho e prossegue até setembro. Levantamentos indicam que a oferta de inhame vem crescendo nos últimos anos. O preço médio do saco com 20 quilos está hoje estimado em R$ 12,00.
De acordo com os dados estatísticos dos anos anteriores, até o final da safra, os valores de comercialização do inhame podem ficar mais favoráveis ao consumidor.
Os municípios de Alfredo Chaves e Domingos Martins são os principais cultivadores do tubérculo. No mês de julho, os dois foram responsáveis por quase 70% do volume total ofertado no Entreposto Central de Cariacica.
Atualmente na Ceasa/ES, os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais são considerados os maiores compradores de inhame, seguidos por São Paulo, Bahia e Paraná.
Procedência
De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), atualmente, o Espírito Santo é considerado um dos maiores produtores e exportadores do inhame do País.
É a hortaliça com maior área plantada no Estado, com uma média de área de plantio de 2.500 hectares (há). Aproximadamente 1.000 produtores estão envolvidos na cultura, com uma produtividade média de 20 toneladas/ha e produção anual de 50 mil toneladas.
No Espírito Santo são cultivadas três variedades de inhame: o chinês, o macaquinho e o São Bento, de elevada produtividade e genuinamente capixaba.
Rosita Ribeiro

