Apesar da crise o Brasil mantém o crescimento de vendas de cafezinho ao contrário dos países ricos

por admin_ideale

 


Abalado pela crise mundial econômica, o setor de café vive um instante de pausa. Não há queda no consumo, mas uma perda no ritmo de crescimento e uma transferência de consumidores das cafeterias especiais para os próprios lares, onde o gasto é menor.


Essa regra não vale para todos. Os mais afetados são os países aonde houve uma grande perda na renda. Na Itália o consumo em bares e restaurantes caiu 15%m segundo dados da italiana Lavazza, uma das líderes na Europa. No mundo, uma xícara de café fora de casa custa US$ 2,10 em média – bem acima do US$ 0,35 a US$ 0,50 gasto quando preparado em casa.


As empresas brasileiras ainda buscam os efeitos da crise no país, mas o consumo nacional de café tradicional cresceu 6% de janeiro a abril segundo dados da ABIC (associação da indústria do setor).


A Ofner em 2009, já acumula um crescimento de 6% nas vendas de café no primeiro semestre desse ano. Segundo o diretor comercial da rede, Laury Roman, a Ofner conseguiu ótimos resultados nas vendas, “Mesmo com a crise que afetou várias áreas da indústria, conseguimos crescer e manter esse crescimento estável”, diz ele que acredita que este quadro não mudará com o passar do tempo.


O aumento do consumo interno do café foi constatado em uma pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), ao instituto InterScience. O estudo mostra que, a presença do café vem aumentando a cada ano nos lares brasileiros: em 2004, 7% dos entrevistados não consumiam café, contra 9% em 2003. Pesquisa realizada entre Maio/2007 e Abril/2008 pela ABIC registrou um aumento, o consumo per capita subiu de 5,64 kg de café em grão cru ou 4,51 kg de café torrado, quase 74 litros para cada brasileiro por ano.


De olho nesse mercado que não pára de crescer, a rede Ofner investe nesse setor. As lojas têm um espaço para o tradicional cafezinho ou até mesmo reuniões de negócios, já que nos dias de hoje, tornou-se hábito entre os executivos encurtar distâncias e resolver questões profissionais nos cafés da cidade. Segundo o diretor comercial da Ofner, Laury Roman, esse seguimento vem crescendo a cada dia. “Grande parte dos nossos clientes visita a nossa loja para um cafezinho, e isso já representa 12% do faturamento da rede, além de estimular o consumo de outros produtos”, explica Laury.


 


Revista Cafeicultura

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