Mais de 250 agricultores de 30 municípios do Estado estiveram reunidos nesta sexta-feira (17) para aprenderem sobre as novas tecnologias de produção de alimentos saudáveis. O Dia de Campo “Agricultura Orgânica: o que você faz, faz o mundo”, aconteceu na Unidade de Referência em Agroecologia do Incaper – em Domingos Martins.
A área experimental de agricultura orgânica do Centro Regional do Instituto existe há 20 anos, e é a mais antiga do país para esse fim. O evento contou com a participação do diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, do diretor-técnico, Gilmar Dadalto, da gerente do programa de agricultura orgânica da Seag, Letícia Simões, do vice-presidente da certificadora Chão Vivo, Luiz Toniato e de diversas autoridades municipais.
Segundo Evair de Melo, o Incaper é referência em ciência e tecnologia e com os orgânicos não seria diferente. “Há 20 anos o Incaper atua com pesquisas para o desenvolvimento da agricultura orgânica, e é visível o resultado desse trabalho. São 50 técnicos do Instituto destinados prioritariamente para aturem com a agroecologia. Isso mostra que é prioridade nossa zelarmos pela sustentabilidade e pela alimentação saudável dos capixabas”, afirma Melo.
O pesquisador do Incaper, doutor em agroecologia, Jacimar Luis de Souza, destacou que a Unidade é fundamental para o desenvolvimento tecnológico da agricultura orgânica capixaba e até brasileira. “Se os produtores não trabalharem com tecnologia, não será possível avançar. Apesar de evoluirmos, ainda temos muito o que fazer”, afirma.
As principais novidades trazidas pelos pesquisadores do Incaper são o plantio direto na palha e o cultivo orgânico em alamedas, que foram explicadas por meio de duas estações de campo. Na terceira estação em que os produtores orgânicos participaram foram discutidas a produção de biomassa, reciclagem e compostagem, em uma abordagem técnica e econômica.
O pesquisador Jacimar de Souza explica que o cultivo orgânico em alamedas é uma alternativa ao uso da adubação verde tradicional, feito por meio de rotação de culturas. “A tecnologia consiste em plantar árvores leguminosas formando linhas, entre seis e dez metros de distância, que devem ser podadas três ou quatro vezes por ano. A massa verde, que cai nas alamedas ou ruas, é responsável pela adubação do solo onde o produtor poderá desenvolver a cultura que desejar”.
Entre as principais vantagens do uso dessa tecnologia estão a fixação do nitrogênio e reciclagem do potássio; a redução do gasto do produtor com adubo orgânico; o aumento da biodiversidade da área; o efeito quebra-vento das culturas, que pode aumentar a produtividade do agricultor; a produção de biomassa e o sequestro de carbono; a melhoria da biologia do solo; e a diminuição da penosidade do produtor, que vai trabalhar em uma área semi-sombreada.
Informações sobre as tecnologias:
Incaper/CRDR-Centro Serrano – (27) 3248 1181/1182
Lorena Fraga

