O Plenário da Assembleia Legislativa (Ales) aprovou, na sessão desta quarta-feira (8), a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Cafeicultura Capixaba. O requerimento foi lido no Expediente da sessão, ocorrida no Plenário Dirceu Cardoso.
A nova Frente foi proposta por vários parlamentares, liderados pelos deputados Theodorico Ferraço (DEM) e Atayde Armani (DEM). O objetivo é debater, propor projetos e incentivar ações em prol do desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do café no Espírito Santo.
“Um tema importantíssimo para a agricultura do Espírito santo”, classificou o deputado Theodorico Ferraço. Acrescentou que, após o recesso, pretende atuar “com decisão” em defesa do homem do campo. E adiantou que o Governo Federal “precisa tomar uma atitude para garantir o preço mínimo do café”.
Para ele, o agricultor mantém suas plantações com muito esforço e, no final, com a colheita, percebe que ganha muito pouco. “Não vejo lucro, não vejo renda”, lamentou, enaltecendo o trabalho dos “nossos valorosos homens do campo”.
Segundo Ferraço, se houvesse uma política para o café, como no passado, a realidade seria diferente. “A Bolsa de Nova Iorque, a Bolsa de Londres abusam de nossos cafeicultores, dando o preço que querem ao nosso produto”. Os agricultores recebem “minguados” R$ 120 a R$ 160 pela saca.
“Nós temos que criar uma política para o café”, alertou, salientando que a Frente Parlamentar vai atuar nesse sentido. O deputado Atayde Armani concordou: “Essa Frente é de suma importância para que o mercado entenda que não pode matar a galinha dos ovos de ouro, aquele que produz o café, como está acontecendo hoje”.
Armani alertou que os produtores têm problemas com o Ministério do Trabalho, o preço dos insumos aumenta cada vez mais e o agricultor recebe pouco pela saca do café. E destacou que são 350 mil empregos no Estado do Espírito Santo. O parlamentar concluiu sua fala lembrando que outros Estados estipulam um preço mínimo para o café.
Redação Ales

