Alta no mercado de café já começou, mas não chega ao produtor

por admin_ideale

 


O boletim semanal do Escritório Carvalhaes sobre o comportamento do mercado de café destaca que a pergunta que mais tem se ouvido de muitos cafeicultores brasileiros é quando o mercado de café vai começar a subir, refletindo os baixos estoques brasileiros, a safra brasileira 2009, de ciclo baixo, a quebra da safra da Colômbia, segundo maior produtor de arábica do mundo, os problemas climáticos na Índia, etc.


Para Carvalhaes, na verdade, esta alta já começou. Infelizmente, ela não chega aos bolsos do produtor brasileiro, sendo apropriada por outros elos da cadeia do agronegócio e da economia (o real vem se valorizando fortemente). Neste mês de maio, até quinta-feira, a ICE Futures US, em Nova Iorque, principal termômetro do mercado internacional de café, subiu 1990 pontos ou aproximadamente 26 dólares (53 reais) por saca. Neste mesmo período, no mercado físico brasileiro, os cafés de melhor qualidade subiram apenas de 10 a 15 reais por saca e os demais padrões ainda menos, observa o boletim.


Outro fato que confirma este movimento internacional de alta, de acordo com Carvalhaes, é que nossos concorrentes na Colômbia e América Central estão vendendo seus cafés até a 8 mil pontos acima das cotações da ICE (a Índia também começa a receber grandes ágios por seus cafés de qualidade). Em contraponto, nossos cafés chegam a ser vendidos a 2 mil pontos abaixo das cotações dessa bolsa, lamenta.


Carvalhaes indica que também preocupam bastante os rumores de que alguns grandes grupos do mercado começam a oferecer negócios para setembro de 2010 na base de 300 reais por saca. Na opinião de Carvalhaes, esta é uma tentativa de “ancoragem” de preços e expectativas.


“Enquanto os mais renomados economistas do Brasil e do mundo não conseguem enxergar o comportamento da economia e das moedas nos próximos meses, como o cafeicultor poderá estabelecer o seu custo de produção e o tamanho de sua safra 2010 (até lá teremos dois invernos e dois períodos de seca)?”, questiona Carvalhaes. “É a “financeirização” do mercado de café levada ao extremo por grupos que ganham dinheiro com papeis e derivativos e não na produção do café”, conclui.


 


Agência Safras

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