O Governo do Estado iniciou, na manhã desta quinta-feira (14), em Jaguaré, a colheita da safra 2009 de café Conilon no Espírito Santo. A data marca também o lançamento da campanha para a melhoria da qualidade do Conilon. Mais de 500 pessoas, juntamente com o governador Paulo Hartung, o vice-governador Ricardo Ferraço, o secretário de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag), Ricardo Santos, o presidente do Incaper, Evair de Melo, prefeitos dos municípios da região, deputados estaduais e lideranças ligadas ao setor estiveram presentes na cerimônia.
O evento, realizado na propriedade do Sr. Wenceslau Altoé, teve o objetivo de conscientizar o produtor sobre a hora certa de colher o café como um dos fatores para garantir a melhoria da qualidade do Conilon.
O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do País e alcançou, nos últimos 15 anos, um acréscimo histórico de produção: 213%. Agora, a prioridade do Governo e de entidades parceiras do setor é investir na melhoria da qualidade, uma exigência dos mercados consumidores.
“Melhorar cada vez mais a qualidade do café Conilon é mais um extraordinário esforço para manter o Espírito Santo e a cafeicultura capixaba de Conilon como a mais importante do mundo. Esse é um produto que transporta o nosso Estado para fora do Brasil e contribui com a construção de nossa imagem. A história da cafeicultura capixaba se confunde com a própria história do Espírito Santo. A importância do café para nossa gente é definitiva, difícil até de avaliar”, disse o vice-governador.
“Com o café forte vem a prosperidade, e o Governo do Estado está atento a isso. Nossos técnicos, nossos profissionais do Incaper trabalharam muito para oferecer tecnologias eficientes para o cafeicultor produzir. Agora a meta é trabalhar alternativas para melhorar cada vez mais a qualidade da produção, e tenho plena convicção que, com a união de todos, vamos conseguir. O interior forte faz o Espírito Santo cada vez mais forte. Por isso a Secretaria da Agricultura transpôs suas fronteiras originárias e atualmente é uma pasta que organiza ações para proporcionar o desenvolvimento agrícola e da infraestrutura nos municípios do interior, para colocá-los em igualdade de condições com a região da Grande Vitória”, destaca Ricardo Ferraço.
O governador Paulo Hartung afirmou que sua presença na solenidade que marcou o início da colheita de café Conilon foi uma forma de mostrar a importância da cafeicultura para o Espírito Santo. “A cafeicultura é extremamente importante para a economia estadual, além de ser uma atividade que contribui para o equilíbrio social, que gera emprego e renda para mais de 300 mil capixabas”, ressaltou.
Hartung destacou que o Governo do Estado vem incentivando os produtores a investir na melhoria da qualidade e da produtividade do café Conilon, o que torna o produto mais competitivo no mercado internacional e, consequentemente, melhora a renda do produtor.
“Temos feito um trabalho constante de conscientização e, ao mesmo tempo, oferecendo suporte técnico através da Secretaria de Agricultura e do Incaper. Já avançamos muito em relação à produtividade e vamos avançar muito mais também na qualidade de nosso café Conilon”, frisou.
O secretário de Estado da Agricultura, Ricardo Santos, disse que a participação do governador no inicio oficial da colheita de Conilon demonstra o quanto o homem do campo é valorizado pelo Governo e como essa cultura é importante para o Estado. “São mais de 130 mil famílias, cerca de 300 mil capixabas que estarão envolvidos de agora em diante com o café, que é o grande empregador no Espírito Santo, o principal vetor de ocupação do solo capixaba, e que venceu outras crises, como as dos anos 60, quando foram erradicadas quase a metade dos cafezais. Precisamos aumentar a qualidade desse produto, para continuarmos a avançar no setor”, afirma.
Segundo o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo, a participação do Conilon nas misturas com café arábica (blends) e na fabricação de café solúvel tem crescido de forma acelerada.
“Por isso, o mercado exige a qualidade desse café, e o Governo vai investir fortemente para que o produtor ganhe cada vez mais lugar no mercado mundial. Além de sermos o maior produtor, precisamos ser também referência em qualidade”, afirma Melo.
O prefeito de Jaguaré, Evilazio Altoé, disse que o município produz 700 mil sacas de café, o que movimentará R$ 140 milhões. “Mas a nossa meta é chegar a um milhão de sacas”, afirma. Altoé lembrou ainda que, além das tecnologias, os produtores não devem esquecer as práticas ambientalmente corretas.

