As árvores que cercam a lavoura ajudam a impedir a contaminação do cafezal com fungos que vem pelo ar. Eles também ajudam a diminuir a amenizar os estragos causados pela geada
Segundo André Luiz Alvarenga, engenheiro agrônomo da Procafé, o produtor pode utilizar espécies arbóreas ou bananeira, formar cordões de vegetação nos carreadores, a exemplo das lavouras, para poder diminuir a incidência de ventos que provocam problemas com doenças, como, por exemplo, a phoma e até mesmo diminuir a amplitude térmica, que são aqueles problemas com altas temperaturas durante o dia e baixa temperatura durante a noite. Fazendo isso o produtor consegue diminuir um pouco esses problemas e proporcionar um microclima mais adequado ao cafeeiro.
“A gente tem indicado espécies menos competitivas com a lavoura. A bananeira já é bem conhecida na região, assim como também a grevelha, mas, atualmente, a gente tem estudado o cedro australiano que é uma espécie de árvore que tem um valor agregado na sua madeira, que ao longo do tempo pode ter um valor de retorno para o produtor na venda da madeira”, disse André.
É indicado que não se realize o plantio muito perto das árvores, que mantenha esses cordões de vegetação mais distantes a modo de propiciar uma boa insolação da lavoura. “Pois as lavouras que a gente tem trabalhado aqui e que tem sombreado muito tem caído bastante a produtividade, além da competição que existe com determinados tipos de árvores plantadas no meio da lavoura”, complementou.
O eucalipto é uma espécie que é bastante agressiva quando plantada em meio a cafezais. Então é bom evitar trabalhar com eucalipto, a não ser para fechar algumas áreas, que seja fora da lavoura, porque dentro da lavoura, num raio perto das plantas de eucalipto, os pés de cafés não produzem adequadamente, há um grande problema na perda de produção.
Café com TV

