Apesar do resultado acima do esperado no mês de janeiro, a expectativa da iniciativa privada é de estabilidade na comercialização de fertilizantes em 2009. Dados apresentados ontem durante reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários mostram que as vendas somaram 22,4 milhões de toneladas no ano passado, queda na comparação com 2007, quando foram comercializadas 24,6 milhões de toneladas de fertilizante.
Em 2000, o mercado interno absorveu 16,3 milhões de toneladas de fertilizantes. No ano passado, os produtores de Mato Grosso, São Paulo e Paraná foram os principais compradores. A produção nacional de fertilizantes somou 8,8 milhões de toneladas, queda de 9,6% na comparação com o volume produzido em 2007, de 9,8 milhões de toneladas. As importações também recuaram no ano: de 17,5 milhões de toneladas em 2007 para 15,3 milhões de toneladas no ano passado.
Os integrantes da câmara também divulgaram previsões para a produção de calcário, que deve somar 22 milhões de toneladas em 2009. Se confirmado, haverá recuperação em relação ao resultado de 2008, quando a produção foi de 21,7 milhões de toneladas. O presidente da Câmara, Cristiano Walter Simón, ressaltou que o uso de calcário é fundamental para correção dos solos e, consequentemente, para aumento da produtividade das lavouras. Ele lembrou que o governo oferece crédito para correção dos solos por meio do Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa).
Os integrantes da câmara informaram ainda que o faturamento do setor de defensivos somou R$ 12,7 bilhões no ano passado, contra R$ 10,2 bilhões em 2007. Parte do resultado de 2008 foi resultado do crescimento da demanda por fungicidas para combate da ferrugem asiática.
Agência Estado

