Nesta sexta-feira (30), grupos indígenas de Aracruz, das aldeias Pau Brasil, Irajá e Caieiras Velha, participaram de um treinamento sobre a classificação de tilápias, com o objetivo de melhorar o rendimento da produção de peixes em tanques-rede. A capacitação é resultado de uma parceria entre o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag), e da Secretaria de Agricultura de Aracruz.
A atividade, teve início às 8 horas, na unidade de alevinagem da Prefeitura de Aracruz, na Barra do Sahy. No local, estão estocados um lote de seis mil alevinos de tilápia, que, durante o curso, serão separados pelos índios de acordo com seu tamanho.
Segundo a coordenadora do Programa de Aquicultura do Incaper e ministrante da capacitação, Juliana de Barros Valle, o agrupamento dos peixes de maneira uniforme gera um maior rendimento da produção, pois favorece a alimentação, o crescimento e a comercialização dos animais.
Após o trabalho de classificação, os peixes foram estocados em bolsões para um período de adaptação ao confinamento e, depois de sete dias, serão finalmente transportados para a fase de engorda em tanques-rede nas barragens das três aldeias.
Barragens
O projeto de criação de peixes em tanque-rede nas aldeias indígenas de Aracruz teve início há dois anos, com recursos da Fundação Nacional do Índio (Funai) e apoio do Incaper e da Prefeitura Municipal. Foram construídas três barragens (uma por aldeia) com capacidade para produção de 1.500 quilos de peixe por mês cada uma.
O objetivo é proporcionar a subsistência das aldeias e a comercialização do excedente produzido, representando mais uma fonte alternativa de renda para os indígenas.
Segundo Juliana Vale, a aldeia Pau Brasil tem se destacado na produção e comercialização dos peixes e já pensa em expandir o projeto, com a construção de mais tanques.
Para o técnico da Secretaria Municipal de Agricultura, Márcio Henrique Américo, que também ministra o curso, o treinamento será importante para estimular os índios a continuar investindo na produção dos peixes em larga escala. “Esse dia servirá também para que os grupos tirem as suas dúvidas quanto à criação de peixes e se organizem ainda mais para o fortalecimento do projeto em questão”, afirma.

