Após duas semanas de acusações dos pecuaristas da região do Brejo Grande e Suruaca, em Linhares, sobre a obra de asfaltamento da estrada (rodovia Arthur P. Santana) que liga Linhares a Cacimbas, a Petrobras, uma das responsáveis pela obra, se manifestou sobre o assunto.
O gerente do Ativo de Processamento e Movimentação de Gás do Espírito Santo – Petrobras – Bento Daher Junior, disse que a região já é sujeita a inundações como aconteceu no passado. “Havia o conhecimento do problema, mas é importante ressaltar que a rodovia foi projetada em um convênio entre a Prefeitura de Linhares e o DER-ES e esse projeto foi aprovado. A estrada não introduziu um fato novo na região”, explicou Daher Junior
Em relação as reivindicações de alguns produtores rurais que alegam a necessidade da construção de galerias e pontes secas adequadas em pontos críticos da estrada, Daher diz que o projeto visou não mudar a condição que já existia naquela região. “Não poderia mudar aquilo, isso foi discutido na época com os produtores. O que está acontecendo (cheia do rio) é uma condição de exceção. Fazer várias galerias poderia não acumular água do lado que está acumulando (lado sul da estrada), mas não sei se fosse tudo aberto, dado o volume de água que o Rio Doce coloca na região nessa condição de exceção, se não estaria todo mundo alagado. Se mais ao norte tiver alguma elevação natural do terreno, eu acredito que tanto o lado sul da estrada quanto o norte estaria alagado. Na época se discutiu com todas as partes interessadas e o acordo que se chegou foi de não mudar a condição que existia lá, do “bota-fora” do canal do rio”, afirmou.
Daher afirmou ainda que a Petrobras está disposta a buscar soluções que seja conveniente para todos em casos de cheia do rio como aconteceu. “Colocar bueiros e pontes não é problema. O que precisamos é achar soluções ouvindo todas as partes interessadas”, finalizou.
Entenda a situação
As fortes chuvas no Espírito Santo e em Minas Gerais resultaram no aumento do nível do Rio Doce e em um antigo problema para os pecuaristas do município de Linhares. As pastagens localizadas na margem do rio ficaram praticamente debaixo d’água trazendo prejuízos para os produtores.
De acordo com pecuaristas da região, após o asfaltamento da estrada a situação piorou. Segundo eles, a falta de galerias e pontes secas adequadas em pontos críticos da estrada faz com que a água fique acumulada ainda mais nas terras.
Redação Campo Vivo
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