A produção de café do Espírito Santo fecha o ano em segundo lugar no país, com 10,2 milhões de sacas. Ao lado de Minas Gerais e Rondônia, o Estado foi um dos únicos a aumentar a área de plantio da cultura.
No Brasil, o efeito da bienalidade positiva, aliada à recuperação das lavouras e aos bons tratos culturais foram os responsáveis pelo aumento da produção no Brasil em 2008, anunciada nesta segunda-feira (08) pela Conab em 46 milhões de sacas de 60 quilos.
A quantidade é 27,5% maior ou 9,9 milhões de sacas a mais que a colheita anterior, de 36 milhões de sacas. A exportação do produto também teve aumento de 2%, saindo de 27,8 milhões de sacas em 2007 para 28,5 milhões de sacas.
Este é o quarto e último levantamento da cultura realizado pela estatal neste ano e é considerado o segundo maior da história, atrás apenas do registrado no ciclo 2002/03, quando foram colhidas 48,48 milhões de sacas.
A produção brasileira para o tipo arábica fechou em 35,48 milhões de sacas. Isso representa 77,2% da produção total. Já a variedade conilon foi concluída em 10,51 milhões de sacas. O volume do café em Minas Gerais, que detém 50% do plantio no país, finalizou em 23,58 milhões de sacas, sendo 23,54 milhões só do arábica. Em seguida vem o Espírito Santo (10,23 milhões de sacas) e São Paulo (4,4 milhões de sacas).
Área
A área total ocupada pelo plantio, de 2.362,7 mil hectares, diminuiu em 0,3% (ou 6,5 mil ha) em relação à safra anterior, de 2.369,2 milhões de há. As exceções são Minas Gerais, Espírito Santo e Rondônia que tiveram os números da área ocupada corrigidos para cima. Deste contingente, cerca de 2.169,8 de ha, ou mais de 90%, são de áreas em produção.
O levantamento ocorreu entre os dias 16 e 29 de novembro e contou com o trabalho de 189 técnicos da estatal e de instituições parceiras. Eles ouviram mais de 2,7 mil agricultores, representantes de cooperativas e de órgãos públicos e privados. A primeira pesquisa da safra 2009 será divulgada no dia 8 de janeiro do próximo ano.
Redação Gazeta Rádios e Internet

