O diretor de liquidações e desestatização do Banco Central do Brasil (Bacen), Antonio Gustavo Matos do Vale, informou nesta segunda-feira (24), ao deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) que a instituição repassou ao Banco do Brasil e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) a orientação para que seja cumprida a carta-circular 3.345, de 15 de outubro, que flexibilizou as normas para análise de risco do produtores rurais.
A informação é uma resposta a cobrança do parlamentar gaúcho, que na última quarta-feira (19), esteve em reunião com Matos e o gerente-executivo de Regulação e Controle das Aplicações Obrigatórias em Crédito Rural e do Proagro, Deoclécio Pereira de Souza, falando sobre entraves criados pelos bancos para liberarem financiamentos de custeios.
Segundo Heinze, um dos principais problemas é justamente a reclassificação de risco que está sendo feita pelos agentes financeiros quando os mutuários optam por prorrogarem suas dívidas ao amparo da lei 11.775. O parlamentar expõe que os bancos estão impondo inúmeras restrições para liberar o crédito rural.
Com a medida do BC, o deputado adverte que o risco do produtor deve ser mantido como estava antes da prorrogação.

